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Morre bispo Jodenir Soares, pioneiro da Igreja Universal no Brasil

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Foto: Divulgação
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Líder religioso e ex-deputado ajudou a expandir a igreja e atuou na Alerj por dois mandatos

Por Cristiano Stefenoni

O ex-deputado estadual e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Jodenir Soares, morreu nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, aos 67 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada oficialmente até o momento. O velório está previsto para esta quarta-feira (8), no Cemitério Memorial do Carmo, à partir das 12 horas, onde familiares, fiéis e autoridades devem se reunir para a despedida. Casado e pai de três filhos, Jodenir deixa uma trajetória marcada pela atuação tanto na vida religiosa quanto na política.

Figura considerada histórica dentro da Universal, ele integrou a primeira geração de bispos da denominação e trabalhou diretamente com Edir Macedo nos primeiros anos de expansão da igreja no Brasil. Ficou conhecido como um “bispo desbravador”, sendo um dos responsáveis por levar a instituição a novos territórios, especialmente ao estado de Sergipe, onde iniciou trabalhos em meio a resistência e preconceito religioso nas décadas de 1980 e 1990.

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Também teve forte atuação na Zona Oeste do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, regiões que se consolidaram como importantes bases da igreja. Com o passar dos anos, assumiu funções mais institucionais e administrativas, sendo reconhecido internamente como um bispo emérito pela longa atuação.

Na política, Jodenir Soares exerceu dois mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, entre 2002 e 2010, período em que concentrou sua atuação em pautas ligadas à defesa dos direitos dos idosos, à saúde pública e ao consumidor. Também teve participação em articulações internacionais, presidindo frentes parlamentares de cooperação com países como Israel e China.

Entre suas iniciativas, destaca-se a lei que transformou o Centro Cultural Jerusalém, em Del Castilho, em ponto turístico oficial do Rio de Janeiro, conectando cultura, fé e turismo. Após a confirmação da morte, membros da igreja e ex-colegas da Alerj prestaram homenagens, destacando seu perfil conciliador e sua capacidade de transitar entre o ambiente religioso e o político. Sua trajetória é apontada como um exemplo do avanço de lideranças evangélicas no cenário político brasileiro, especialmente a partir dos anos 2000.

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