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Atendente do IML é preso após Pix de R$ 7 mil feito com celular de homem morto

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Um caso que mistura suspeita de fraude, desrespeito à vítima e uso indevido de informações pessoais está provocando revolta em Santos, no litoral de São Paulo. Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) foi preso sob suspeita de utilizar o celular de um homem morto para transferir R$ 7 mil para a própria conta bancária.

O investigado, de 36 anos, foi alvo de uma operação da Corregedoria da Polícia Civil após o surgimento de indícios de que o aparelho da vítima teria sido acessado depois da confirmação do óbito.

A suspeita ganhou força após a viúva do homem procurar a polícia ao perceber uma movimentação financeira inesperada enquanto realizava os procedimentos para encerrar as contas bancárias do marido.

Segundo o relato apresentado às autoridades, uma transferência via Pix de R$ 7 mil havia sido realizada após a morte da vítima. O valor teria sido enviado para uma conta ligada ao servidor investigado.

O episódio gerou forte repercussão por envolver um local responsável justamente pela preservação de evidências e pela guarda de pertences de pessoas encaminhadas para exames periciais.

Como o caso veio à tona

A investigação teve início após a mulher notar irregularidades ao analisar os dados bancários do marido falecido.

De acordo com o registro policial, o homem havia sido encontrado sem vida dias antes e encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos necessários.

Ao verificar a movimentação financeira, a viúva identificou a transferência considerada suspeita. Além disso, ela relatou que o celular do marido estava danificado e que mensagens recentes teriam desaparecido do aparelho.

Essas informações chamaram a atenção dos investigadores, que passaram a apurar quem teve acesso ao telefone durante o período em que ele permaneceu sob responsabilidade do instituto.

Suspeitas vão além da transferência

A apuração conduzida pela Corregedoria não se limita apenas ao Pix realizado.

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O servidor é investigado por suspeitas que incluem peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios que poderiam ajudar no esclarecimento do caso.

Segundo as autoridades, há indícios de que o aparelho tenha sido utilizado indevidamente e posteriormente danificado, o que pode ter comprometido provas importantes para a investigação.

Especialistas em segurança pública explicam que celulares se tornaram verdadeiros arquivos pessoais, reunindo dados bancários, senhas, documentos e informações privadas. Por isso, qualquer uso indevido desses equipamentos pode gerar consequências criminais graves.

Prisão e medidas adotadas

O mandado de prisão preventiva foi cumprido nesta segunda-feira, marcando uma nova etapa da investigação.

As autoridades também informaram que medidas administrativas e disciplinares deverão ser adotadas paralelamente à apuração criminal.

A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do caso, identificar a extensão dos danos causados e verificar se houve participação de outras pessoas.

O que acontece agora

Com a prisão do suspeito, a expectativa é que novas perícias sejam realizadas para reconstruir o caminho da transferência e confirmar como o acesso às contas bancárias ocorreu.

O caso segue sob investigação e ainda será analisado pela Justiça. Até uma eventual condenação, o servidor é considerado investigado e tem direito à ampla defesa e ao contraditório.

Enquanto isso, a história continua provocando indignação e levantando questionamentos sobre a segurança dos pertences pessoais de vítimas que passam por instituições públicas responsáveis pela guarda desses bens.

Redação NC News

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