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PSD confirma chapa Caiado e Kassab para disputar a Presidência
O Partido Social Democrático (PSD) confirmou neste domingo (26/7) o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como candidato da sigla para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro deste ano. A convenção partidária, realizada em São Paulo, também lançou o presidente da legenda, o político Gilberto Kassab, como candidato a vice na chapa de Caiado.
Pelo PSD, Caiado se lança como uma alternativa da chamada “terceira via”, corrente que busca fugir da polarização entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), favoritos na disputa até o momento, segundo pesquisas eleitorais recentes. O ex-governador de Goiás despontou no noticiário nacional ao lado do consórcio de governadores da direita — grupo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) também reforçado por nomes como o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o ex de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também pretende entrar na corrida presidencial.
Escolhido pelo PSD
Antes filiado ao União Brasil, Caiado migrou para o PSD em março. À época, o seu partido discutia um eventual apoio à candidatura de Flávio. Ao entrar na legenda de Gilberto Kassab, teve que concorrer internamente entre os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
A avaliação dentro do partido era a de que, entre os três, Ratinho Jr. tinha mais chances de concorrer à Presidência. No entanto, o governador do Paraná desistiu de entrar na corrida. Já Leite era considerado mais inexperiente que Caiado e acabou não sendo a escolha do partido.
No pleito de 2026, Caiado terá ao seu lado o presidente do PSD, o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Considerado uma “raposa” da política nacional — termo usado para descrever um político astuto e estratégico — Kassab traz para a candidatura de Caiado maior peso político e facilita articulações nos estados.
Quem é Ronaldo Caiado
Como governador de Goiás, Caiado alcançou nos últimos anos o posto de ser um dos principais nomes da direita fora do clã Bolsonaro. No entanto, sua trajetória política começou na década de 1990, quando foi eleito deputado federal por Goiás e participou da legislatura responsável pela revisão da Constituição. Antes de ser governador, também foi eleito senador por Goiás, em 2014.
Médico de formação, Caiado ficou conhecido na Câmara dos Deputados pela atuação em temas ligados à saúde. Também teve forte articulação em pautas referentes ao agronegócio e à segurança pública.
Em 2018, assumiu o comando do Palácio das Esmeraldas e foi reeleito em 2022. Uma das prioridades da sua gestão foi a segurança pública, que ficou marcada pela forte atuação da Polícia Militar do estado.
Crítico à política de segurança do governo Lula, Caiado, junto com outros os outros governadores da direita, liderou ofensiva para barrar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança, enviada pelo governo federal ao Congresso. O texto prevê a unificação do sistema de segurança pública do país.
Contrário ao uso de câmeras de segurança corporais nos policiais, Caiado diz que, se eleito, irá endurecer o combate ao crime no país. Também já afirmou que irá promover uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para os condenados por tentativa de golpe de Estado do 8 de Janeiro e da trama golpista — o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio.
Críticas recentes a Flávio
Mais alinhado politicamente a Flávio, durante a pré-candidatura, Caiado vinha tentando evitar críticas públicas ao senador. No entanto, a postura mudou depois que vieram à tona informações sobre um suposto envolvimento de Flávio com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por um esquema bilionário de fraudes financeiras. Desde então, o ex-governador vem tentando colar o caso Master na imagem do senador.
Caiado também se posicionou contra a postura assumida por Flávio acerca do sistema eleitoral brasileiro. Nesta semana, o senador se reuniu com diplomatas estrangeiros e criticou as urnas eletrônicas e fez alegações falsas sobre a origem delas. “42 embaixadores numa sala: Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!”, declarou o ex-governador em seu perfil no X.
Além disso, ele também tem feito críticas ao irmão mais novo de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pela sua articulação junto a autoridades dos Estados Unidos, chegando a chamá-lo de “Pateta”, em referência ao personagem da Disney, nas redes sociais. Neste mês, o país impôs tarifas adicionais às mercadorias brasileiras, afetando, principalmente, o agronegócio, um dos principais públicos de Caiado.
O Tempo
