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Quem é Ana Elisa, influenciadora eleita deputada mais jovem de MG

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Foto: Ana Elisa/Reprodução Redes Sociais
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Aos 21 anos, Ana Elisa Santos Silva (PT), de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi eleita deputada federal nas eleições deste domingo (4). Criadora de conteúdo nas redes sociais, com 2 milhões de seguidores, ela assumirá o mandato em fevereiro de 2027.

Mas quem é a jovem que chega à Câmara dos Deputados? Conheça a trajetória, a atuação política e a história de Ana Elisa.

Ana Elisa recebeu 524.216 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e terminou a eleição em segundo lugar entre os candidatos a deputado federal em Minas Gerais, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL).

O resultado também fez dela a mulher mais votada da história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no país.

“Eu devo este resultado nas urnas ao meu esforço, à minha persistência. Mesmo com tantos impasses e com tantas pessoas que me prejudicaram no espectro político, eu continuei ativa. Persisti muito e devo isso à minha construção nas redes sociais”, disse a nova deputada.

Ana Elisa nasceu em 31 de agosto de 2005, em Divinópolis. Filha de uma mulher negra, professora e mãe solo, tem raízes familiares em Oliveira, também no Centro-Oeste de Minas. A família se mudou para Divinópolis em busca de oportunidades de trabalho e estudo.

Estudante de Direito, ela trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) antes de entrar na disputa eleitoral. Até poucos meses antes da eleição, recebia cerca de R$ 1.700 pelo estágio.

As eleições de 2026 foi sua primeira disputa eleitoral. O convite para concorrer a uma vaga na Câmara, segundo a própria Ana Elisa, surgiu em março. Até então, sua principal atuação política acontecia nas redes sociais.

Sem experiência anterior em cargos eletivos, ela saltou diretamente para o Congresso Nacional e chega a Brasília com uma votação histórica.

A partir de 2027, terá o desafio de transformar a força construída na internet e os mais de 524 mil votos recebidos nas urnas em atuação parlamentar.

A jovem de Divinópolis passa, assim, a integrar uma nova geração de políticos que chegam ao poder tendo as redes sociais como principal instrumento de comunicação e terá pela frente a tarefa de representar Minas Gerais em um dos ambientes mais tradicionais da política brasileira.

Influenciadora

Ana Elisa construiu uma audiência expressiva nas redes sociais produzindo vídeos sobre política, direitos sociais, racismo, educação pública, feminismo e trabalho.

Durante a campanha, chegou a cerca de 1,9 milhão de seguidores no Instagram, e se tornou um dos nomes mais conhecidos da esquerda nas redes em Minas. Agora, Ana Elisa soma 2 milhões de seguidores na rede.

Apesar de ser candidata pelo PT, ela também fez críticas ao próprio partido. Defendeu maior renovação da legenda e a presença de mais jovens e negros nos espaços de poder.

Para Ana Elisa, o PT precisa encontrar uma forma de se comunicar melhor com a chamada geração Z e ampliar a identificação dos jovens com a sigla.

“É um momento de nós entendermos que rede social, elege sim, e irmos para as redes sociais. Para as ruas nós já vamos, mas nós precisamos ir para as redes”, destacou Ana Elisa.

Mais de meio milhão de votos

Com 524.216 votos, Ana Elisa ficou à frente de políticos tradicionais da esquerda mineira, como Duda Salabert, Reginaldo Lopes e Rogério Correia.

A votação foi mais que o dobro do antigo recorde feminino de Minas para deputado federal, que pertencia a Duda Salabert, eleita em 2022 com 208.332 votos.

Ana Elisa também se tornou a deputada federal mais jovem da história da Câmara. Ela terá 21 anos quando assumir o mandato.

A juventude, aliás, é um dos principais elementos de sua identidade política. Durante a campanha, rebateu críticas sobre sua pouca idade afirmando que idade não é sinônimo de capacidade.

Pautas e financiamento

Entre as principais bandeiras apresentadas por Ana Elisa estão o fim da escala 6×1, a defesa da educação pública, dos direitos dos trabalhadores e o combate ao racismo e à desinformação.

A campanha também contou com uma estrutura financeira significativa. Até setembro, havia declarado R$ 876,2 mil em receitas e R$ 629,2 mil em despesas. Do total arrecadado, cerca de R$ 669,8 mil vieram da Direção Nacional do PT.

A candidata também arrecadou mais de R$ 100 mil em financiamento coletivo, mobilizando apoiadores pela internet.

Por Anna Lúcia Silva, g1 Centro-Oeste de Minas — Divinópolis

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