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Morre o pastor ex-deputado federal Philemon Rodrigues da Silva

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Reprodução - Câmara dos Deputados
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Faleceu aos 94 anos de idade o pastor e ex-deputado federal Philemon Rodrigues da Silva. Ele será sepultado na tarde deste domingo (13) no Cemitério Campo da Esperança – Área Especial da Asa Sul, em Brasília (DF). Em nota, a Assembleia de Deus – Templo Arca (João Monlevade) lamentou o falecimento do pastor: “Ele deixou um grande legado em nossa história, tendo sido Pastor Presidente em nosso campo, além de idealizador e construtor do Templo Arca. Nesse momento de dor, nos solidarizamos com todos os familiares e amigos, e expressamos as mais sinceras condolências pela perda”.

Philemon Rodrigues da Silva nasceu a 19 de junho de 1932, em Mamanguape, na Paraíba, cidade a 52 quilômetros de João Pessoa. Membro e pastor da Assembleia de Deus, foi missionário na Bolívia e na Espanha, e graduou-se em Teologia pelo Instituto Ebenézer, do Rio de Janeiro, em 1974. Já no início da década de 1980, chegou a João Monlevade, justamente para as missões evangelísticas da Assembléia de Deus.

Da região a Brasília

Na cidade, participou da construção do icônico Templo Arca, inaugurado em 1985 e um dos símbolos da cidade. Nos anos seguintes, tornou-se uma figura muito respeitada em João Monlevade e no Médio Piracicaba, o que o gabaritou para a representação política. Primeiro, assumiu temporariamente uma cadeira de deputado federal entre agosto de 1994 e janeiro de 1995, na condição de suplente. Depois, foram três mandatos seguidos como deputado federal com mandato próprio.

Entre 1995 e 2002, representou Minas Gerais na Câmara dos Deputados, tendo um vínculo estreito com o Médio Piracicaba. Foram muitas obras e investimentos, como a urbanização da avenida Isaac Cassimiro Gomes, no bairro Loanda, em João Monlevade. Em 2003, assumiu um novo termo legislativo, dessa vez pela Paraíba, seu estado natal, cumprindo-o até o fim, em janeiro de 2007.

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Segundo seu neto David Fonseca, após encerrar seu último mandato na Câmara, Philemon dedicou-se à missão evangélica, viajando para pregar em algumas igrejas. Também participou ainda de algumas reuniões nas comissões da Câmara dos Deputados, como ex-parlamentar convidado, principalmente em temas ligados ao papel da Igreja evangélica no Brasil, e aproveitou para ficar mais com a família.

Segundo o portal da Câmara dos Deputados, ao longo de sua carreira pública, Philemon Rodrigues ainda foi diretor-administrativo, secretário-adjunto e superintendente de Planejamento e Orçamento na Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais, além de diretor administrativo e financeiro no Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec-MG).

Legado

O neto David Fonseca enaltece a trajetória do pastor Philemon Rodrigues, e destaca seus laços com João Monlevade: “Meu avô sempre dizia que Minas Gerais era a terra da fartura. Acredito que ele encontrou em João Monlevade a concreta expressão disso, região onde criou os filhos e netos, praticou o Evangelho, pôde ser referência na vida de muitas pessoas e vivenciou os seus maiores desafios na vida pessoal. O legado que meu avô deixa é a convicção que os propósitos colocados no coração do homem por Deus são reais e transformadores, quando acima de tudo, amamos o próximo como Jesus amou. Meu avô amava encontros e o seu maior prazer era compartilhar sua história, aquilo que acreditava com quem quer que se apresentasse no caminho, cada um era uma missão divina. Da família ao desconhecido”.

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