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Cãibra noturna: o que a ciência explica? Saiba como prevenir e aliviar o problema

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Foto: Freepik
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As cãimbras noturnas correspondem a contrações musculares súbitas, involuntárias e dolorosas. Costumam despertar a pessoa no meio da noite, principalmente com dor na panturrilha, coxa ou pé. Apesar do susto e do incômodo, a maioria dos casos não indica doença grave. E podem ser aliviados.

Em geral, o problema resulta de uma combinação de fatores ligados ao estilo de vida, idade e funcionamento natural dos músculos. Especialistas em medicina esportiva veem as cãimbras como um desequilíbrio momentâneo entre o comando nervoso e a capacidade do músculo de relaxar após uma contração.

Durante o sono, a musculatura fica em repouso e a circulação fica um pouco mais lenta. Fatores como desidratação ou tendões encurtados já podem disparar o espasmo. Mas medidas simples de ajuste de rotina e alongamento permitem reduzir a frequência dos episódios.

O músculo funciona como um “motor biológico” controlado por impulsos elétricos que partem dos nervos. Dentro das fibras musculares, proteínas como actina e miosina deslizam uma sobre a outra e geram força. Esse deslizamento depende de sinais elétricos e de íons como cálcio, potássio e magnésio. Quando tudo permanece em equilíbrio, o músculo contrai e relaxa de forma coordenada.

Na cãimbra noturna, porém, ocorre uma descarga exagerada dos nervos que inervam o músculo. Ao mesmo tempo, o músculo enfrenta dificuldade para voltar ao estado de repouso. É como se o “botão de ligar” ficasse travado e não desconectasse.

O cálcio continua circulando dentro da fibra muscular e mantém as pontes de actina e miosina grudadas. Esse processo gera uma contração contínua e dolorosa. Além disso, a posição do corpo na cama muitas vezes deixa o músculo encurtado. Essa postura aumenta a pressão sobre tendões e nervos e favorece o espasmo.

Fatores como circulação menos intensa nas extremidades durante o sono, noites frias e repouso prolongado também contribuem para o quadro. Em pessoas mais velhas, a perda natural de massa muscular e o encurtamento de tendões se tornam mais evidentes.

Tais ajustes do organismo deixam o sistema mais sensível a pequenos desequilíbrios. Em algumas pessoas, deficiências de vitaminas do complexo B e doenças metabólicas, como diabetes, também aumentam essa sensibilidade.

Dentre os gatilhos mais estudados aparecem os desequilíbrios de eletrólitos. Magnésio, potássio e cálcio participam da transmissão de impulsos nervosos e da contração muscular. Quando esses minerais permanecem em falta ou baixos níveis no músculo, o sinal elétrico perde organização e facilita descargas repetidas que levam à cãimbra.

A desidratação também merece destaque: ao longo do dia, a perda de líquidos pelo suor e respiração altera a concentração de eletrólitos no sangue e dentro das células. Para quem bebe pouca água, consome muito álcool ou pratica exercícios intensos tarde da noite, o efeito se torna ainda maior.

A chamada fadiga neuromuscular também exerce papel importante, aparecendo com frequência em quem passa muitas horas de pé, caminha longas distâncias ou treina pesado.

O que fazer

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– Interromper o movimento que desencadeou a dor: se a cãimbra apareceu ao esticar o pé, traga o membro para uma posição neutra. Evite forçar de imediato e respeite o limite da dor.

– Alongar com calma: na panturrilha, por exemplo, puxe a ponta do pé em direção ao nariz, mantendo o joelho estendido ou ligeiramente flexionado. Mantenha o movimento até sentir o músculo alongar, porém sem dor extrema.

– Manter o alongamento por 20 a 30 segundos: esse tempo ajuda a desativar os reflexos nervosos que mantêm o músculo contraído e reduz a chance de retorno imediato da dor.

– Massagear suavemente: faça movimentos circulares com as mãos para aumentar o fluxo sanguíneo local. Esse cuidado contribui para o relaxamento e diminui a rigidez após o espasmo.

– Aquecer a região: use uma toalha morna ou tome um banho quente para aliviar a tensão residual depois do espasmo. Em alguns casos, aplicação alternada de frio e calor também traz alívio.

– Se a dor não ceder em alguns minutos, se o local ficar muito inchado ou se os episódios ocorrerem quase todos os dias, procure avaliação profissional. Assim o médico pode afastar outras causas, como problemas vasculares, compressões de nervos ou efeitos de medicamentos.

Prevenção

– Praticar alongamentos suaves de panturrilhas, pés e coxas antes de deitar, mantendo cada posição por alguns segundos.

– Evitar dormir com o pé totalmente estendido para baixo; em alguns casos, um travesseiro sob os joelhos ajuda a manter postura mais neutra.

– Manter alimentação variada, com fontes de magnésio, potássio e cálcio, como vegetais verdes escuros, frutas, leguminosas e laticínios, dentro das orientações nutricionais de cada pessoa.

– Rever, com profissional, medicamentos que possam favorecer desequilíbrios de eletrólitos, como diuréticos ou laxantes de uso crônico.

(com informações do portal Terra.com.br)

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