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6 horas atrásno
Moradora a apenas 20 minutos de Tel Aviv, a brasileira Michelle Goldenfeld descreveu os momentos de alerta vividos nesta manhã durante a retaliação do Irã contra Israel após o país ser atacado. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, ela contou que as sirenes de alerta aéreo começaram a soar às 8h15 (por volta de 3h em Brasília).
Segundo ela, o clima de tensão já vinha crescendo há vários dias. “Esse clima de tensão já vem escalando há alguns dias. A vida estava normal, mas sempre recebíamos algumas mensagens pela televisão”, disse.Ao ouvir as sirenes, ela e a família correram imediatamente para o quarto antibombas da residência, onde permanecem até o momento. “Já faz um tempo que a gente está no quarto antibombas sem possibilidade de sair”, contou.
“Existem mísseis sendo lançados do Irã em todo o país, de norte a sul, com intervalos de alguns minutos entre algumas zonas”, afirmou. Apesar da gravidade, Michelle destacou que a população está relativamente acostumada após quase três anos de conflitos recorrentes. “É triste falar, mas, nos últimos três anos, quase que a gente já está acostumado com essa situação, então não é uma situação que a gente entra em pânico”, explicou
Ainda assim, logo nas primeiras horas, houve corrida aos supermercados. As autoridades israelenses mantêm as mesmas orientações de sempre: ao ouvir a sirene, buscar abrigo imediatamente. “Até agora todos os mísseis foram interceptados ou caíram em lugares abertos. Graças a Deus que não existe nenhum precedente de alguém se machucado”, disse Michelle, que também recebeu alerta sobre uma casa no Norte atingida, possivelmente por destroços.
Com o país novamente em “modo guerra”, apenas serviços essenciais funcionam.“As pessoas ficam realmente dentro de casa e só saem naquilo que é extremamente necessário”, completou. Michelle encerrou a entrevista com esperança: “A gente espera realmente que não seja tão demorado e que as coisas possam terminar dessa vez para o bem, tanto para nós como para o mundo e para o povo iraniano que possa se libertar desse regime e ser um povo livre”.
Ataques
A operação conjunta entre EUA e Israel começou com fumaça sendo vista sobre Teerã, capital iraniana, após ataques que Tel-aviv classificou como preventivos. Pouco depois, Trump utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa em vídeo anunciando operações de combate dos EUA no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.
Foi vista fumaça subindo sobre o distrito de Pasteur, em Teerã — local da residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei — e houve um enorme destacamento de segurança na capital. Os EUA e Israel afirmaram que suas operações visavam locais militares iranianos. O exército israelense alertou os iranianos que estivessem dentro ou perto de infraestruturas militares em todo o país para que evacuassem, afirmando que os ataques ocorreram após meses de planejamento conjunto entre os aliados.
No sul do Iraque, um bombardeio que visou uma base militar que abriga um grupo pró-Irã matou pelo menos duas pessoas, segundo as autoridades. Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos EUA em Erbil, no Iraque, de acordo com jornalistas da AFP
Onda de mísseis e drones
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter como alvo a Quinta Frota dos EUA no Bahrein, após uma primeira onda de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.
“A primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados começou”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em comunicado, referindo-se a Israel.
O serviço de emergência Magen David Adom, de Israel, informou que estava tratando um homem com ferimentos causados por explosão no norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã fez “todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.
Explosões no Golfo
Explosões foram relatadas em toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP na capital saudita, Riade, ouviram fortes explosões, assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha, capital do Catar.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos EUA. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques recebidos.
*com informações da AFP
*texto feito com auxílio de Inteligência Artificial/Jovem Pan