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Sede do Corpo de Bombeiros apresenta riscos operacionais e CMEI Eva Eulália foi interditado para garantir a segurança dos alunos.
A atual gestão da Prefeitura de Timóteo intensificou a fiscalização e a cobrança sobre empresas responsáveis por obras públicas entregues entre 2023 e 2024 que apresentam graves problemas estruturais. Entre os casos mais críticos estão a sede do 7º Pelotão de Bombeiros Militar e o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Eva Eulália, no bairro Macuco.
Inaugurada em dezembro de 2024 ao custo de R$ 2,5 milhões, a sede do Corpo de Bombeiros no bairro Cruzeirinho já apresenta sinais de deterioração. Em notificação formal entregue em 11 de fevereiro, o comandante da unidade, Tenente BM Luamós Uribe, relatou problemas que comprometem a atividade militar:
• Piso inadequado: Rachaduras que impossibilitam o suporte de peso das viaturas;
• Infiltrações e Elétrica: Umidade excessiva em diversas paredes e riscos na rede elétrica;
• Obra inacabada: Do muro previsto de 480 metros, apenas 160 metros foram executados.
O secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Heine Quintão, afirmou que a empresa executora já foi notificada para realizar reparos imediatos, uma vez que o projeto está em período de garantia. “Emitimos um Termo de Recebimento Provisório. O recebimento final só ocorrerá após o cumprimento integral do contrato e a correção de todas as falhas”, pontuou o secretário.
Interdição no CMEI Eva Eulália
No bairro Macuco, a situação do CMEI Eva Eulália é ainda mais complexa. Inaugurada em maio de 2023 (custo de R$ 2 milhões), a unidade precisou ser interditada em 2025 devido a rachaduras profundas que surgiram pouco tempo após a entrega.
Atualmente, o prédio passa por perícia de engenharia para determinar se a estrutura pode ser recuperada ou se há perda total. Enquanto isso, para não interromper o ano letivo, os alunos foram realocados:
1. Crianças menores: Encaminhadas para um imóvel reformado no próprio bairro.
2. Alunos maiores: Transferidos para a Escola Municipal Professora Maria Aparecida Martins Prado (MAMP).
Rigor na Fiscalização
A administração municipal designou um engenheiro fiscal efetivo para acompanhar diariamente as correções nas obras. No caso dos Bombeiros, os relatórios de conformidade técnica também estão sendo compartilhados com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), financiador do projeto.
Segundo Heine Quintão, a postura da gestão agora é de tolerância zero com a má execução de serviços públicos. “Esclarecemos que todas essas obras foram entregues na gestão anterior. Estamos tratando cada intercorrência com rigor técnico, priorizando a segurança dos usuários. Como exemplo, rescindimos o contrato com a empresa que ganhou a obra da UBS Alphaville, que era cobrada por não atingir nossos padrões de qualidade, e decidiu abandonar o projeto. Contratamos uma nova executora para finalizar a obra com o padrão que queremos”, concluiu.