Gospel
“Sou evangélica macumbeira”, assumiu Luana Piovani
Atriz falou sobre nova fase espiritual, misturando crenças e criticando comportamentos de evangélicos
Por Cristiano Stefenoni
Uma declaração da atriz Luana Piovani voltou a colocar religião, identidade e comportamento em rota de colisão no debate público. Em participação nesta quinta-feira (09) no podcast “Conversa Vai, Conversa Vem”, ela afirmou estar vivendo uma nova fase espiritual e se definiu com uma expressão que rapidamente viralizou: “sou evangélica macumbeira”.
Criada em ambiente evangélico, Piovani disse que sua relação com a fé nunca desapareceu, mas passou por transformações ao longo da vida. Segundo ela, a aproximação com práticas de religiões de matriz africana ampliou sua visão espiritual. “Eu fui criada na igreja evangélica, tenho essa base, mas hoje também frequento terreiro. Eu acredito em tudo isso”, declarou.
A atriz contou como ingressou na macumba. “Sou brasileira, tudo que é de matriz africana me interessa, é meu povo, minha música, meu DNA. Fui para Salvador, era a hora de eu ir a um terreiro e me aproximar de algo com que me identifico tanto”, contou.
A atriz relatou que a experiência em um terreiro foi marcante e despertou uma conexão diferente com o sagrado. “É uma coisa muito forte, muito bonita, muito verdadeira. Me tocou de um jeito que eu não esperava”, afirmou, ao comentar a vivência.
Ao explicar o termo que utilizou para se definir, Piovani indicou que vê compatibilidade entre elementos que, para muitos, são opostos. “Eu junto tudo, porque para mim faz sentido. Eu não preciso escolher um lado só”, disse.
As falas, no entanto, vieram acompanhadas de críticas contundentes ao comportamento de parte dos evangélicos. “O que me incomoda não é a fé, é a forma como muitas pessoas se comportam. Tem muita hipocrisia”, afirmou. Em outro momento, foi ainda mais direta: “Tem gente que usa a religião para julgar, para diminuir o outro. Isso é desprezível”.
Piovani ainda emplacou: “O evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano. Virou o protótipo de um ser desprezível. Virou uma indústria política”, firmou.
A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, a expressão usada pela atriz passou a ser replicada em tom de apoio, ironia e também de crítica. Enquanto alguns internautas defenderam a liberdade de vivência espiritual e a mistura de crenças, outros apontaram desrespeito e generalização nas declarações.
Por Comunhão.
