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Primeira Igreja de Lúcifer será inaugurada no RS

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Foto: Divulgação
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Templo na região de Porto Alegre abre na Semana Santa e reacende debate sobre fé e liberdade religiosa

Por Cristiano Stefenoni

Às vésperas da Semana Santa, um anúncio incomum colocou o Rio Grande do Sul no centro de um debate sensível sobre religião e sociedade. A chamada “Primeira Igreja de Lúcifer” do estado será inaugurada na região metropolitana de Porto Alegre, em uma cerimônia reservada e cercada de simbolismo.

A abertura está prevista para ocorrer entre os dias 2 e 3 de abril, atravessando a madrugada da Sexta-Feira Santa — uma escolha que não passou despercebida. A coincidência com uma das datas mais importantes do calendário cristão ampliou a repercussão do caso e intensificou discussões nas redes sociais e em diferentes setores religiosos.

O local exato do templo não foi divulgado. Segundo os organizadores, a decisão foi tomada por questões de segurança, diante do receio de ataques ou manifestações de intolerância religiosa. A inauguração será restrita a convidados, com possibilidade de abertura controlada ao público em etapas futuras.

O projeto é liderado por Mestre Lukas de Bará da Rua, que atua há mais de duas décadas com práticas espirituais associadas ao luciferianismo. A proposta, segundo ele, não está ligada à adoração do mal, mas ao desenvolvimento pessoal e à busca por conhecimento — uma interpretação que contrasta com a visão popular associada ao nome Lúcifer.

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A estética do espaço segue essa identidade própria: predominam cores escuras, elementos simbólicos como pentagramas e esculturas, além de uma ambientação que remete a uma releitura de templos tradicionais, porém com linguagem distinta.

De acordo com os responsáveis, a criação da igreja atende a uma demanda crescente de praticantes no estado. Já existem iniciativas semelhantes em outras regiões do país, mas esta será a primeira com estrutura formal no Rio Grande do Sul.

A inauguração, no entanto, ultrapassa o campo religioso e toca em questões mais amplas. O episódio reacende o debate sobre os limites da liberdade de crença em um país de maioria cristã, além de expor tensões culturais que emergem quando diferentes visões de mundo passam a ocupar espaços públicos de forma mais visível.

Comunhão.

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