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Na última sexta-feira (13), o pastor evangélico Rolando Pérez Lora foi levado de sua casa para a prisão na província de Matanzas, em Cuba, após compartilhar uma mensagem bíblica em vídeo no YouTube.
O líder estava saindo para conduzir um culto na igreja, quando foi abordado e detido por agentes da polícia. Horas antes do ocorrido, o pastor havia transmitido uma live para abordar temas espirituais como amor e esperança. Segundo a esposa, ele não teria feito qualquer referência política.
Cristãos e amigos, preocupados com a situação, compartilharam o caso nas redes sociais e após algumas horas, pastor Rolando foi liberado da prisão. As autoridades não formalizaram nenhuma acusação, nem emitiram uma explicação oficial.
Apesar da detenção não ter se prolongado por mais de um dia, este não foi um incidente isolado e, reacende a preocupação da comunidade sobre o aumento das restrições à liberdade religiosa no país, principalmente em relação às igrejas e aos líderes evangélicos que atuam de forma independente e costumam compartilhar sermões nas plataformas digitais.
De acordo com a Aliança de Cristãos em Cuba, só no ano de 2024, foram registradas 996 ações repressivas contra líderes religiosos. Organizações internacionais também já emitiram alertas sobre a perseguição religiosa no país: a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) relacionou Cuba entre os países com graves violações da liberdade religiosa em 2026, enquanto a Christian Solidarity Worldwide (CSW), expõe constantemente a repressão contra cristãos e outros grupos religiosos na ilha.
Segundo o Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH), neste último mês de fevereiro, foram registradas 231 ações repressivas contra líderes religiosos em Cuba. Simultaneamente, o regime anunciou a libertação de 51 prisioneiros após diálogo com o Vaticano.
Redação CPAD News/ Com informações Evangelico Digital