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O que pode ser a ardência ao urinar? Saiba as causas

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Muitas pessoas passam pelo susto de ir ao banheiro para ter um momento de alívio e sentir uma queimação forte. A questão é que esse desconforto é muito comum e indica que o seu sistema urinário precisa de atenção. Na medicina, a ardência ao urinar recebe o nome de disúria, um sinal de que existe alguma irritação ou inflamação no trajeto que o xixi faz para sair do corpo.

A dor surge porque a região interna da bexiga ou da uretra fica sensível. Como a urina tem uma acidez natural, o contato do líquido com a parede machucada provoca a sensação de agulhada ou ardor. Esse sintoma afeta homens e mulheres em fases diferentes da vida e quase sempre aponta causas simples de tratar quando identificadas cedo.

Nas primeiras horas de dor, enquanto os exames não ficam prontos, o médico pode indicar o uso temporário de um antisséptico para vias urinárias. Esse tipo de medicamento ajuda a acalmar o desconforto local e facilita a rotina do paciente até o tratamento principal fazer efeito.

Sentir ardência ao urinar é normal?

Urinar deve ser um processo natural e sem incômodo, ou seja, não é normal essa ardência. A urina saudável flui sem dor, sem cheiro forte e sem mudanças na cor. Qualquer alteração nesse fluxo mostra que o organismo está reagindo contra alguma agressão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a infecção no trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população. Prestar atenção ao momento da dor ajuda no diagnóstico: a ardência bem no início da saída da urina costuma indicar irritação na uretra, enquanto a dor no final do jato aponta para a bexiga.

Deixar o sintoma de lado e esperar a dor passar sozinha traz riscos. A inflamação pode subir para os rins e provocar complicações graves, com febre alta e dores intensas nas costas. O acompanhamento médico logo no início evita que a infecção avance.

Quais são as causas que podem provocar ardência na urina?

Para trazer um alívio rápido ao sintoma, os médicos podem indicar o uso de medicamentos bem conhecidos, como o Pyridium ou o Sepurin. A Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal, diz que

“os princípios ativos cloridrato de fenazopiridina e metenamina atuam diretamente no trato urinário, reduzindo o incômodo e trazendo conforto enquanto a causa principal é investigada.”

 

No entanto, para a cura completa, o ideal é combinar esse alívio sintomático com a identificação do fator que disparou a inflamação.

Infecção urinária

A causa mais frequente da ardência é a invasão de bactérias que vivem no intestino, como a Escherichia coli. Elas entram pelo canal da uretra, fixam-se no local e começam a se multiplicar.

Segundo a SBN, as mulheres sofrem mais com essa situação por causa da anatomia: a uretra feminina é mais curta e fica muito próxima da região anal, o que facilita o caminho desses micro-organismos. Alterações hormonais na menopausa também reduzem a proteção natural da região.

Os sintomas mais comuns envolvem a vontade urgente de urinar a todo momento, dor no pé da barriga e urina turva.

O diagnóstico é feito por exames simples de urina que identificam o germe e então, o médico receita o antibiótico ideal para eliminar a bactéria.

Cistite

A cistite é a inflamação focada na bexiga. Na maior parte dos episódios, ela aparece como a evolução de uma infecção bacteriana que não recebeu tratamento adequado no início. O sinal mais incômodo é a necessidade frequente de ir ao banheiro, eliminando apenas poucas gotas de líquido por vez.

Eliane lembra que o hábito de segurar o xixi favorece o acúmulo de germes no órgão.

“Beber água regularmente ajuda a lavar o canal urinário e previne a fixação desses agressores nas paredes da bexiga.”

Candidíase

A candidíase surge quando o fungo Candida albicans, que já habita a nossa pele de forma pacífica, encontra espaço para se multiplicar. Isso acontece principalmente em momentos de queda na imunidade. A infecção gera coceira, vermelhidão e ardência na hora de urinar, pois o xixi entra em contato com a pele fragilizada da região genital.

O hábito de passar longos períodos com roupas de banho molhadas ou tecidos sintéticos cria o ambiente abafado que o fungo necessita para crescer. O quadro causa um corrimento espesso e esbranquiçado.

O Ministério da Saúde, ressalta que algumas ISTs causam o mesmo ardor no canal. A gonorreia e a clamídia provocam inflamações intensas e exigem tratamento específico para o casal.

Prostatite

A prostatite afeta apenas os homens e consiste no inchaço da próstata, uma glândula localizada logo abaixo da bexiga. Como a próstata envolve o início da uretra, o seu aumento de tamanho comprime o canal, dificultando a saída do xixi e provoca queimação. As bactérias ou traumas na região pélvica podem provocar a doença.

O médico confirma o diagnóstico por meio de exames de sangue, teste de urina e avaliação presencial. O combate à prostatite exige o uso de antibióticos por algumas semanas. Seguir as orientações até o fim evita que a inflamação se torne um problema crônico.

Pedra nos rins

Os cálculos renais se formam pelo acúmulo de minerais nos rins, como o cálcio e o ácido úrico. Quando uma dessas pedras se desloca e desce pelo canal em direção à bexiga, a sua superfície rígida raspa nas paredes do trajeto, gerando cólicas fortes nas costas e muita ardência ao urinar.

A condição costuma alterar a cor da urina, deixá-la avermelhada por causa de pequenos sangramentos internos. Tomar bastante água durante o dia e reduzir o sal nas refeições ajudam a impedir a formação dessas pedras.

Está sentindo ardência ao urinar? Entre em contato com seu médico!

Sentir ardência ao urinar é um aviso direto do seu corpo de que algo precisa de ajuste. Evite usar sobras de remédios ou tentar soluções caseiras sem orientação, pois essa atitude pode mascarar os sintomas e fortalecer as bactérias.

Marque uma consulta com um clínico geral, ginecologista ou urologista para investigar a causa da dor. Lembre-se de tomar a medicação no horário correto e cumprir todo o período indicado pelo médico, garantindo a cura completa e a proteção do seu sistema urinário.

Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895

Por Drogal

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