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No final, a tradição falou mais alto. Na tarde deste domingo (15), a França bateu a Croácia por 4 a 2 no estádio Lujniki, em Moscou, e conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo.

Apesar da lógica do tamanho das seleções mostrar o contrário, quem começou tomando a iniciativa foi a Croácia. Com maior posse e apertando a saída de bola da França, os croatas chegavam mais pelos lados do campo, com Perisic em partida inspirada. Porém, quem chegou primeiro foram os franceses. Griezmann cavou falta na intermediária. O camisa 7 meteu na área. Mandzukic subiu para cortar, mas acabou botando para dentro do seu próprio gol. Esse foi o primeiro gol contra da história das finais de Copas do Mundo.

Acostumada a sair atrás no marcador, a Croácia foi para cima. Vida chegou com perigo em cobrança de falta, cabeceando por cima do gol de Lloris. Rakitic também tentou, mas mandou para fora. O empate chegou aos 28, em jogada ensaiada. Modric cobrou falta na área, Mandzukic desviou, Vida ajeitou para Perisic, que driblou Kanté na entrada da área e bateu forte no canto esquerdo de Lloris.

Aos 35 minutos, o VAR apareceu pela primeira vez em uma final de Copa do Mundo. Após escanteio cobrado da direita, Perisic cortou a bola com a mão. Néstor Pitana não viu a irregularidade e foi chamado pelos assistentes de vídeo para rever o lance. O árbitro argentino assinalou pênalti, que Griezmann cobrou deslocando Subasic para recolocar a França à frente no placar.

A etapa final começou a todo vapor. Em quatro minutos, quatro chegadas de perigo. Na principal delas, Rebic apareceu dentro da área e bateu forte no alto, obrigando Lloris a fazer grande defesa de pontinha de dedo. A Croácia aumentava a intensidade da marcação no seu campo de ataque, roubando muitas bolas dos defensores franceses, mas não tinha qualidade no último passe e abusava dos cruzamentos, quase sempre bem afastados pela defesa francesa.

Modric e Rakitic dominavam o meio de campo. Estiveram entro os jogadores que mais tocaram na bola, deram passes e criaram chances no jogo. Mas o meia que decidiu foi Paul Pogba. Aos 14 minutos do segundo tempo, o jogador do Manchester United acertou um lindo lançamento para Mbappé. O camisa 10 levou na linha de fundo, tocou para Griezmann, que fez belo pivô para Pogba. O camisa 6 precisou bater duas vezes para marcar o terceiro da França.

A partir daí, os Bleus mandaram no jogo. Com a afobação da Croácia, os franceses tomaram o controle do meio de campo. Após boa jogada do lateral Lucas Hernández, Mbappé bateu de fora da área no canto direito de Subasic, que nem caiu, para fazer 4 a 1 e se tornar o segundo jogador mais novo a marcar gol em uma final de Mundial, atrás apenas de Pelé.

Quando tudo parecia decidido, Lloris resolveu colocar fogo no jogo. O goleiro tentou driblar Mandzukic dentro da pequena área. O camisa 17 conseguiu dar um toque na bola para dentro do gol, diminuindo a vantagem francesa e recolocando a Croácia no jogo. Com o susto, os franceses colocaram a bola no chão e começaram a gastar o tempo até o apito final.

A vitória consagrou o time mais novo desta Copa do Mundo, com média de 26 anos, e o técnico Didier Descamps, que se tornou o terceiro campeão mundial como jogador e treinador, se igualando a Zagallo e Beckenbauer.
Destak Esportes

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