
Dra Keila Cristina dos Reis Barros foi a responsável pela elaboração do protocolo para atender aos pacientes com Febre Amarela.
Pensando em otimizar o atendimento prestado aos pacientes com Febre Amarela, a médica coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço, Dra Keila Cristina dos Reis Barros elaborou um protocolo para atender aos pacientes que derem entrada no hospital apresentando sintomas da doença. “A Vigilância Epidemiológica do Estado não tinha liberado nenhum protocolo sobre o atendimento dos pacientes com febre amarela, mas mesmo tendo recebido só uma paciente com a doença, tomamos a iniciativa de elaborar um protocolo de atendimento. Montei um fluxograma e entrei em contato com o órgão para que eles aprovassem o nosso material e recebi um retorno positivo, contou Dra Keila.
A médica explicou ainda que apenas 20% dos pacientes com Febre Amarela apresentam a forma mais grave da doença. “Os pacientes com febre amarela tem dois picos, uma fase inicial com infecção, febre, mal estar e dor de cabeça. E muitos não precisam ficar internados, mas devem ser monitorados. Porque 80% dos pacientes com febre amarela não vão desenvolver formas graves da doença, por isso precisamos ter protocolo para atender os dois casos da doença”, afirmou a coordenadora do SCIH.
PROTOCOLO
Segundo a profissional, nos quadros menos graves da doença, os pacientes apresentam os sintomas em torno de três a cinco dias. E uma vez detectada a doença, o doente deverá ser monitorado. “A maior parte dos pacientes após o período de quatro dias já desenvolvem uma fase de remissão que dura dois dias e em seguida apresentam melhora. Só que os 20% que apresentam sintomas hemorrágicos e icterícia, podem apresentar uma série de complicação”, informou a médica.
De acordo com o protocolo adotado pela Unimed Vale do Aço, pacientes com sintomas iniciais da doença deverão passar por avaliação e coleta de exames. “Após os exames se o paciente estiver estável e os resultados não apresentarem nenhuma alteração, ele vai ser monitorado e reavaliado em 24 horas. Já o paciente que apresentar qualquer alteração nos exames, mas está estável clinicamente, vai ser internado para ser monitorado com exames há cada 24 horas dentro do hospital. E se o paciente evoluir apresentado sinal de alarme será encaminhado para UTI para ser monitorado de forma mais intensiva, isso também será feito com o paciente que já der entrada no hospital com algum sinal de gravidade”, explicou Dra Keila.
PRECAUÇÃO
A médica do SCIH aproveitou para lembrar da importância da vacinação contra a Febre Amarela. “A vacina é a maior forma de prevenção contra a doença. Além da vacinação podemos indicar o uso do repelente principalmente para aquele grupo que tem contra indicação da vacina, como é o caso das gestantes”.
Gratuitas, as vacinas são aplicadas nas unidades básicas de saúde dos municípios. Para se evitar ao máximo que os possíveis casos da doença em zonas rurais cheguem às cidades por meio do mosquito Aedes aegypti, a missão principal é exterminar os focos de água parada, evitando sua proliferação.
E ainda segundo a especialista, as outras doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti não devem ser ignoradas. “Temos que eliminar os focos do mosquito, pois além da febre amarela temos outras doenças como a dengue, Zika e a Chikungunya que também tem pico no verão por causa das chuvas. Então devemos eliminar qualquer foco onde tem acúmulo de água. É importante tomar esses cuidados para evitar a propagação da doença no ciclo urbano”, concluiu Dra Keila.
Silmara de Freitas

