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Lídia Pinto Machado chora durante o velório da filha, Maria Isabel Pinto Monteiro Alves, assassinada em Nova York há 21 anos

Maria Isabel Pinto Monteiro Alves, de 44 anos, foi morta quando corria no Central Park, em Nova York, em 17 de setembro de 1995

Foto19 Maria Isabel Pinto Monteiro Alves Assassino de brasileira é descoberto 21 anos após crime em NY
Maria Isabel Pinto Monteiro se preparava para a Maratona da Cidade de Nova York, em setembro de 1995, quando foi assassinada

O caso da corredora Maria Isabel Pinto Monteiro Alves, de 44 anos, assassinada no Central Park em 1995, foi finalmente solucionado, graças ao interesse renovado pela morte da também corredora Karina Vetrano em Howard Beach, também em Nova York. Na ocasião, a brasileira treinava para a Maratona da Cidade de Nova York quando foi agredida de forma selvagem às 6 horas da manhã, em 17 de setembro de 1995, nas imediações da East Drive e 103rd St., em Manhattan (NY). A vítima morava nos EUA há 20 anos quando ocorreu o crime.

O assassinato de Maria Isabel foi destaque na mídia nacional e embora mais de 300 denúncia e mais de 50 detetives destacados para o caso, meses e anos se passaram sem que um suspeito jamais fosse identificado e detido. Então, em 2 de agosto de 2016, Karina foi morta em circunstâncias similares em Queens (NY). O caso fez com que o tenente David Nielsen olhasse novamente os arquivos de Alves. Testemunhas antigas, investigadores e promotores públicos foram entrevistados novamente e a atenção voltou-se novamente para Adolpho Martinez, um catador de latas que tinha 8 antecedentes criminais, incluindo estupro. Ele morava na 55 W. 110th St., próximo onde o corpo da brasileira foi encontrado.

Nilsen detalhou que nos últimos meses os relatos de várias testemunhas que conheciam Martinez confirmaram detalhes que sem sombra de dúvidas o

colocam na posição do assassino de Alves. Ele foi visto deixando sua residência muito cedo da manhã do crime, em direção ao Central Park. Ele foi visto retornando com a aparência “desgrenhada, as calças compridas molhadas e sangue nas mãos”, pouco depois que a vítima foi morta. Ele havia dito à uma testemunha que “ocorreu o assassinato de uma mulher no parque”, aproximadamente 3 horas antes do corpo de Alves ser descoberto. Ele admitiu que planejou roubar o Walkman Sony da brasileira naquele dia, após tê-la visto correr com ele. Ela não levou o aparelho de som no dia em que foi morta porque estava chovendo.

Foto19 Adolpho Martinez Assassino de brasileira é descoberto 21 anos após crime em NY
Adolpho Martinez foi identificado como o assassino da carioca Maria Isabel Pinto Monteiro Alvez

Além disso, Martinez “disse a um amigo diversas vezes que estava envolvido no assassinato da mulher”, detalhou Nielsen. Ele morreu de tuberculose em 10 de julho de 1997, quase 2 anos após o homicídio. Entretanto, isso não impediu o Departamento de Polícia (NYPD) e a Promotoria Pública de Manhattan de fecharem o caso classificando-o como “solução excepcional”. Essa ação pode ser tomada quando a identidade do suspeito é conhecida, mas ele não pode ser acionado judicialmente devido às circunstâncias especiais como morte ou enfermidades mentais.

Em agosto, Nielsen contatou Lídia Pinto Machado, de 87 anos, mãe de Maria Isabel, que mora em um subúrbio no Rio de Janeiro, sobre a confirmação da identidade do assassino da filha em Nova York. A idosa se emocionou e agradeceu repetidas vezes o NYPD, o tenente e seus detetives.

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