
O senso de gratidão não faltou a Alecsandro Rosa Lopes, 29 anos, que teve sua vida preservada pela graça de Deus e a mão estendida de um dos seus irmãos, familiares e amigos.
O gesto nobre do Erivelto para dar extensão à existência do irmão, irá reverberar enquanto seu fôlego de vida for realidade. A gratidão do alcançado pela atitude nobre, comove os que sabem da importância do reconhecimento ao que é feito em favor da vida, provocado pelo ímpeto do amor.

No dia vinte e cinco de maio, no hospital Márcio Cunha, após quase nove horas de procedimento, Alecsandro recebeu um rim doado pelo irmão Erivelto, um dos três que ele tem.
Há mais de um ano, segundo Alecsandro, foi detectado que ele sofria de insuficiência renal e seria necessário, para sua sobrevivência, passar pelo transplante de um rim. Foram cinco meses de seções de hemodiálise, em três vezes por semana. O caso de Alecsandro não é o único na família. Uma irmã sua, Renilda, também submeteu-se a um transplante do mesmo órgão.
A mãe do Alecsandro, Maria Margarete, a princípio, seria a doadora para o filho mas, devido à uma incompatibilidade, o gesto ficou para o irmão. “Se fosse preciso eu ia doar até os dois rins”, disse Margarete.
Alecsandro procurou o Blog do Silas para tornar público o seu agradecimento às pessoas que o apoiaram. Disse ele, com os olhos brilhando: “Quero agradecer às pessoas que estiveram comigo, como o meu irmão que doou seu rim, à minha irmã Edilamar, a Renilda, minha mãe também, meu cunhado Dorvalino que ficou o tempo todo comigo no hospital, minha tia Celita, Conceição que também me apoiou, os meus vizinhos, a Ivanilda, meu tio Ataíde. Eu começava a ficar pra baixo e estas pessoas me ajudavam de várias formas. Quero agradecer, também, ao hospital Márcio Cunha, aos enfermeiros que me trataram muito bem, aos médicos. Agradeço, também, à minha sobrinha Eduarda, minhas outras sobrinhas, a Amanda, Carlos Henrique, Rayssa”.
Alecsandro deverá ficar durante três meses em absoluto repouso e, após este tempo, irá poder usufrui, em toda sua extensão, do presente de poder continuar a viver.

