millor

O engenheiro florestal e professor Millôr Godoy Sabará, de 52 anos, que estava desaparecido desde a última terça-feira (17), foi encontrado na noite desta quinta (19) em Rio Piracicaba, na região Central de Minas. A informação foi confirmada pela tia dele, Téia Godoy, 65. Segundo ela, o sobrinho estava à beira de uma estrada, desacordado e com os punhos machucados. O docente teria sido levado para um hospital de João Monlevade.

Detalhes do caso ainda não foram confirmados pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar da região. “Não sei direito o que aconteceu. Um vizinho dele me ligou. Ele disse que meu sobrinho foi levado pelo Corpo de Bombeiros para João Monlevade. Ele está em observação em um hospital do município, mas está relativamente bem”, contou Téia.

Nascido em Timóteo, Millôr Godoy é docente na Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), no campus João Monlevade, cidade onde também reside.

Millôr mora na Associação Regional de Promoção e Ação Social (Arpas) desde o fim do ano passado por causa do trabalho. Ele saiu do local por volta de 5h30 na terça, mas não levou os seus pertences.

Há cerca de quatro meses ele procurou o Serviço de Saúde Mental de João Monlevade (Sesamo) porque tem um quadro de depressão. Desde então, passou a ser acompanhado pela entidade. Na última semana, ele teve um quadro intenso de estresse e chegou a passar uma noite fora, mas não deu detalhes sobre o seu desaparecimento.

Antes de ser encontrado, Sabará foi visto pela última vez por uma senhora que fazia caminhada por volta de 8h do dia de seu desaparecimento. O Sesamo conseguiu a informação depois de procurar o professor pela cidade. Na ocasião, a testemunha o viu ao lado da gruta da igreja São José do Operário, em João Monlevade.

Segundo a Polícia Civil o registro do desaparecimento foi feito na manhã da terça-feira pelo Sesamo e o caso já está sendo investigado. A família, que mora em Timóteo, é aguardada para ser ouvida na delegacia. A delegada não dará mais detalhes sobre a investigação. 

Perfil

Antes de ir para Timóteo, o professor Millôr Godoy Sabará morava e trabalhava em Frutal. Ele pediu transferência para lecionar em João Monlevade, onde trabalha desde janeiro deste ano. Sabará se separou da mulher há cerca de um ano e meio. Os filhos do casal, de 20 e 15 anos, moram com a mãe em Timóteo.

Segundo Téia, o sobrinho foi acometido por uma depressão nos últimos meses e acabou ficando “sem rumo”. “Ele é muito tranquilo, muito calado. Fala baixo, é muito educado. Tem a cabeça boa, um menino muito inteligente, sabe? Mas andava muito triste nos últimos tempos. Depressão é uma coisa horrorosa. Eu acho que isso vai resolver logo. Ele não tinha essa coisa de suicídio, de querer fazer uma bobagem, sabe?”, pondera a tia.

 O Tempo