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Alicia disse que o bebê ia atrapalhar os estudos

Foi presa nesta sexta-feira (8), no Naque, a estudante de fisioterapia Alicia Lalau Souza, 19 anos, acusada de matar um recém-nascido em novembro do ano passado. A jovem confessou à polícia ter dado à luz uma criança e depois foi até a faculdade onde estuda, no bairro Bom Retiro, e jogou o bebê na lixeira de um banheiro feminino. Alicia não resistiu à prisão. Ela foi detida a pedido do Ministério Público (MP).

 O caso foi concluído pela Polícia Civil em fevereiro deste ano, e Alicia respondia ao crime em liberdade porque não houve flagrante, não tinha antecedentes criminais, não fugiu e ainda confessou o crime. Durante a prisão, Alicia não esboçou nenhuma resistência. “Mas isso não impede que a prisão preventiva seja decretada pelo Poder Judiciário, a depender da fundamentação que o Ministério Público apresentar”, explicou à época o delegado de homicídios, Eduardo Vinícius Carvalho.
 
 O CRIME
A morte do recém-nascido teve grande repercussão à época, principalmente porque ele foi encontrado jogado na lixeira do banheiro de uma faculdade em Ipatinga. Alicia confessou tudo à polícia. Disse que teve o bebê em casa e, sozinha realizou todos os procedimentos e depois foi para Ipatinga, onde jogou fora o próprio filho.
 
 O feto, já com nove meses, estava dentro de uma sacola de supermercado amarrada. Uma funcionária da instituição entrou no banheiro para limpar e encontrou o saco plástico com mau cheiro. Ao abrir a sacola, viu que era um feto, já sem vida. O delegado descartou a hipótese de infanticídio, pois Alicia, em seu depoimento, contou que planejou todo o crime. Também foi eliminada a hipótese de aborto, porque segundo a necropsia feita do corpo do neném, ele ficou vivo de 24h a 48h.
 
 
CUSTOS
 
Ainda no depoimento de Alícia, ela disse que abandonou o bebê porque lhe daria “trabalho”, além de atrapalhar os estudos. A estudante contou que após ter o filho ela o colocou em uma sacola e esperou o melhor momento para deixá-lo em Ipatinga.
 
Diário Popular – parceiros do Plantão Policial