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A mãe esperou atendimento das 3h40 até às 5h20

Um mãe moradora do bairro Ana Rita relatou ao Blog do Silas, na noite deste sábado (05) uma situação constrangedora a que ela e seu filho, um bebê de um ano e um mês, foram submetidos na madrugada da sexta para  sábado (04 para 05/03). A mãe conta o que aconteceu. Acompanhe seu relato.
“Ontem (sexta-feira) por volta das 3h da madrugada, vi que meu filho estava queimando na febre. Quando fui medir a pressão dele ele estava com 38. Ai ele estava com a boquinha roxa e todo vermelho. Chamei meu pai para ir comigo no Vital Brazil (São Camilo). Chegando lá só tinha uma mãe com uma criança na recepção. Não tinha mais ninguém. Ai fiz a ficha dele, tudo direitinho e passei pela triagem. A menina tirou a pressão dele e ele estava com 38.9. Ela me deu a pulserinha laranja e me pediu para ir entrando pela porta da triagem. Ela falou assim: “mãe, aguarda ali naquele banquinho”. Eu aguardei. Ai passava 10, 15, 20 minutos, nada do doutor aparecer. Eu fui e perguntei a enfermeira: “o doutor (devido a alguns detalhes jurídicos o nome do médico foi omitido) não vai vim não”?. Meu filho já estava gritando com dor e queimando na febre. Nada da febre dele abaixar. A menina da recepção falou assim: “eu ja avisei ele que ele tem uma consulta. Ele está na sala da maternidade. Passou mais uns dez minutos e eu falei com a enfermeira para olhar se o doutor ia atender, porque meu filho está queimando na febre. Ai ela foi lá e tocou o interfone da maternidade e perguntou: “o doutor está”? Ai ela falou assim: “não, ele não está”. Ai ela viu ele. Ele estava na sala dos médicos e quando ela foi ver ele estava dormindo. Ela chamou ele quatro vezes e nada dele vim. Eu fiquei esperando de 3h40 até 4h50 e nada dele vim. Eu fui e chamei o porteiro e unas enfermeiras que estavam por perto e falei: se o doutor não vim atender meu filho agora eu vou chamar a polícia. Eu fui e liguei para a polícia e a polícia ligou para o hospital e eles chamaram ele. Eu fui e liguei de novo para a polícia e o sargento do Batalhão falou: “pode chamar ele”. Ai a enfermeira foi lá e falou assim: “doutor, a mãe da criança está ali fora com a polícia e com os familiares para você atender”. Foi assim que ele veio me atender. Quando ele foi me atender já eram 5h20 da manhã. Então eu fiquei de 3h40 até 5h20 esperando atendimento do meu filho. Só me atendeu depois que chamei a polícia”.
A mãe terminou seu relato deixando uma opinião para a população: “Deixo aqui apenas minha opinião: se a gente não tomar a nossa atitude com a saúde do jeito que está nesse Brasil nunca conseguiremos nada. Saúde em primeiro lugar, principalmente de uma criança que nem sabe sequer falar”.

6 COMENTÁRIOS

  1. Lamentável o que estão fazendo com saúde do ser humano ainda tem gente que ainda protege essa gente,que se acha mais importantes do mundo e intocaveis.

  2. Aposto que é o Dr. Denio. Esse cara não é profissional. Deixou meu filho esperando atendimento, enquanto negociava compra de carro dentro do consultorio. Que eu saiba ele stava em um hospital para atender criancas doentes e não em uma agência de carro. Falta de respeito.

  3. Aposto que é o Dr. Denio, profissionalismo ele tem nenhum. Deixou meu filho esperar atendimento enquanto negociava compra de carro. Absurdo.

  4. Parabéns a essa mãe pela atitude;e a você Silas pela divulgação.Acho que você deveria procurar a direção do hospital e questionar sobre a atitude desse médico;esse é um dos muitos casos que surgem de mal atendimento nessa entidade.Quem sabe com uma entrevista e divulgação da mesma,esses diretores não melhoram a qualidade do serviço prestado?

  5. Tem que falar o nome do médico , que negocio é esse de jurídico , é um absurdo , queria ver se fosse alguém da família dele , picareta

  6. Parabéns por vc ter chamado a policia,negar atendimento é crime e um atendimento mesmo que fosse demorado não iria atrapalhar o sono desse “grande” profesional.

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