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3 horas atrásno
O caso aconteceu em uma unidade da John Boy Academia, no bairro Jardim Oswaldo Cruz, São José dos Campos (SP) e ganhou repercussão nas redes sociais, com internautas questionando a conduta do local. Em nota, a academia disse que apura o caso.
No vídeo, Poliana Frigi afirmou que usava um top de academia quando foi abordada por uma funcionária da recepção. “Eu estava com um top de academia de uma marca conhecida no mundo fitness e fui abordada pela recepcionista perguntando se eu estaria de sutiã. Na hora eu expliquei que era um top, mostrei o logo, o tecido, e ela disse que teve gente reclamando porque a alça era muito fina”, contou.
Segundo Poliana, a funcionária sugeriu que ela cobrisse o corpo por conta da presença de outros alunos. “Ela perguntou se eu não teria uma camiseta para colocar, alguma coisa para cobrir, porque tem homens casados aqui e não fica legal para mim, principalmente pela minha própria segurança. Eu fiquei em choque. Falei que não tinha camiseta e que não colocaria, porque eu estava de top”, disse.
A mulher contou que, após o episódio, passou a se sentir desconfortável durante o treino. “Eu comecei a me olhar no espelho e pensar: será que eu estou com um top pequeno? Será que está aparecendo alguma coisa? Eu comecei a me sentir mal”, narrou.
A aluna afirmou ainda que voltou à recepção com o namorado para questionar a abordagem da funcionária e pedir contato do gerente, mas não conseguiu.
“Ela disse que a conduta foi autorizada pelo gerente, que estava tudo dentro do procedimento da academia. Não quiseram passar o contato dele. Eu saí de lá estressada, sem querer voltar nunca mais”, afirmou.
A mulher também criticou a justificativa apresentada. “Até onde isso vai ser normal? Até onde vão repreender mulheres pela vestimenta? Independente da roupa, eu estava com um top de academia normal. Parece que o problema sempre vai ser a mulher, e não o ambiente ou o comportamento dos outros”, lamentou a mulher.
Por g1