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Faleceu nesta sexta-feira (6), em Cascavel, a menina Yasmin Aparecida Campos de Amorim, de 12 anos, que se tornou um símbolo de resiliência ao longo de anos de batalha contra um neuroblastoma, tipo raro e agressivo de câncer. A morte foi confirmada pela mãe, Daniele Aparecida Campos, por meio das redes sociais.
Nos últimos meses, Yasmin estava sob cuidados paliativos após o agravamento da doença, que atingiu ossos e tecidos, provocando dores intensas e a impossibilidade de caminhar. Familiares e equipe médica concentravam esforços para garantir conforto e alívio à menina.
A história da jovem comoveu Cascavel e outras cidades do Paraná. Na noite de quinta-feira, amigos e moradores chegaram a organizar um momento de oração em frente à Uopeccan, hospital onde ela realizava tratamento. O ato reuniu familiares e pessoas da comunidade em demonstração de fé e apoio.
Yasmin foi diagnosticada quando tinha apenas cinco anos. Desde então, enfrentou uma rotina marcada por sessões de quimioterapia, transplantes e longas internações. Recentemente, a família havia depositado esperanças no medicamento Danyelza, imunoterapia considerada uma das mais avançadas do mundo.
Entretanto, a trajetória foi marcada por um episódio que gerou grande comoção. Em 2024, mais de R$ 2,4 milhões em recursos públicos destinados à compra do remédio foram desviados por uma empresa importadora, fato que atrasou o tratamento. “Sentimento de alívio em saber que foram condenados, mas também de revolta, porque praticamente condenaram a minha filha à morte”, desabafou a mãe após a responsabilização dos envolvidos.
Quando o medicamento finalmente foi disponibilizado, o câncer já apresentava estágio avançado e não respondeu como o esperado. A doença evoluiu para regiões como quadril e fêmur, provocando fraturas e agravando o quadro clínico.
Fé e solidariedade
Ao longo dos anos, a luta de Yasmin uniu milhares de pessoas. Campanhas para doação de sangue, arrecadação de recursos e correntes de oração se espalharam pelas redes sociais e pelas ruas de Cascavel. Mesmo diante das notícias mais difíceis, a família sempre destacou a importância do carinho recebido.
Até o fechamento desta reportagem, os horários de velório e sepultamento ainda não haviam sido divulgados oficialmente.
Informações: Nosso Dia

Sou Silas Rodrigues, o Silas do Blog, fundador deste site, com quase 15 anos de existência. Gleiziane é minha esposa e repórter fotográfica.