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Um caso brutal marcou o plantão policial desta quinta-feira (05) em Juiz de Fora. Alexandre Estevam de Jesus, de 44 anos, detento recém-chegado ao CERESP (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional), morreu dentro da unidade.
A morte chama atenção pela natureza do crime que levou Alexandre à prisão e pela causa do óbito apontada pela perícia: asfixia mecânica.
A morte na cela lotada
Segundo o boletim de ocorrência, outros detentos avisaram aos agentes que Alexandre estava passando mal. Ele foi encontrado desacordado dentro do banheiro da cela.
Superlotação: No momento do ocorrido, a vítima dividia o espaço confinado com outros 29 presos.
Socorro: Equipes médicas do presídio e duas unidades do SAMU tentaram reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas o óbito foi constatado no local.
Causa: A perícia técnica confirmou que a morte não foi natural, apontando asfixia mecânica (sinalizando possível estrangulamento ou sufocamento).
O crime: estupro de vulnerável
Alexandre havia sido admitido no CERESP na última terça-feira (03), ou seja, morreu apenas dois dias após sua entrada. Sua prisão gerou revolta na comunidade do bairro Cruzeiro do Sul.
Ele foi preso em flagrante acusado de abusar sexualmente de uma criança de apenas 10 anos.
A Dinâmica: Segundo o registro policial, a menina ia à padaria quando foi encurralada por Alexandre.
Ameaça: Armado com uma faca, ele ameaçou a criança de morte para obrigá-la a ter relações sexuais com ele.
Prisão: Após o crime, a vítima conseguiu relatar o fato à avó, que acionou a Polícia Militar. A menina reconheceu o agressor, que já possuía passagens pelo sistema prisional desde 2008.
Investigação
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que um procedimento interno foi aberto para apurar as circunstâncias administrativas. A Polícia Civil investiga a autoria do homicídio, dada a confirmação da asfixia e a presença de quase 30 testemunhas/suspeitos no local.
Por Henrique Salvato/rcwtv

Sou Silas Rodrigues, o Silas do Blog, fundador deste site, com quase 15 anos de existência. Gleiziane é minha esposa e repórter fotográfica.