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‘Devolve minha filha, pelo amor de Deus’, clama mãe de menina autista sumida em MG

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Foto: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS e BOMBEIROS/DIVULGAÇÃO
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Após mais de 24h de desaparecimento da pequena Alice Morais, de apenas 4 anos, a mãe da garotinha autista fez um apelo por informações sobre o paradeiro da filha. “Se alguém pegou minha filha, devolve, pelo amor de Deus. Ou então, larga ela em algum lugar e avisa, mas devolve ela”, disse, aos prantos, a secretária Karine Maciel, de 24 anos.

O áudio com o apelo da mulher, de pouco menos de um minuto, está sendo compartilhado nas redes sociais por amigos e familiares com o objetivo de sensibilizar alguma pessoa que possa ter raptado a criança. “Ela é autista, precisa de cuidado e fica comigo o tempo inteiro (…) ela precisa dos meus cuidados, pelo amor de Deus, devolve minha filha”, continua a mulher na mensagem.

Mais cedo, O TEMPO conversou com Karine por telefone. Ela contou que, como os filhos estão de férias e ela trabalha, Alice e o irmão, de apenas 3 anos, estavam ficando na casa da avó, na comunidade rural localizada a 15 km de Jeceaba, em alguns dias da semana.

“Meus filhos chegaram ontem, almoçaram e ficaram aqui na sala. Eles estavam com a minha mãe, minha irmã e o meu pai. Em dado momento, meu irmão ligou pedindo para minha mãe fazer um Pix, mas passou o número errado. E aí, nesse momento, eles distraíram, ficaram concentrados no telefone e, em um minuto de distração, ela saiu”, disse a mãe da menina

Irmão fica procurando por Alice

Ainda durante a entrevista, Karine detalhou que o seu outro filho, de apenas 3 anos, está sofrendo muito com a falta da irmã. “O meu outro filho está muito agitado, fica procurando ela. Os dois são muito grudados”, detalhou a mãe das crianças durante a entrevista a O TEMPO.

Ela conta que, desde o desaparecimento de Alice, os moradores estão fazendo buscas na região com motos de trilha, cavalos e drones. “Por isso, eu acredito que alguém passou e pegou ela. Como ela é autista não verbal, e gosta muito de sair de carro, creio que qualquer pessoa que oferecesse o bracinho, ela iria. Estamos desesperados”, continuou Karine, sem esconder o desespero na voz.

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Buscas em área do tamanho de 40 campos de futebol

Ainda conforme os bombeiros, as buscas continuaram mesmo no período noturno, inclusive contando com o apoio de cão farejador de odor específico. O animal teria indicado para uma área de mata que vai até uma estrada próxima. Entretanto, a área total dos trabalhos da corporação, segundo o oficial responsável pela operação, chega a 40 hectares, área de aproximadamente 40 campos de futebol.

“A área de busca foi demarcada e as ações coordenadas em equipes mistas de bombeiros militares e voluntários. Os órgãos de segurança pública estão alinhados e atuando de forma integrada. Sobrevoos com drones equipados com câmeras térmicas cobriram as áreas de busca de forma redundante e em novas varreduras, porém também sem sucesso”, escreveu a corporação.

Nesta sexta, os militares seguiram com os trabalhos, aumentando o perímetro de busca, novamente com o emprego dos cães. “O local das buscas engloba uma diversidade de ambientes. A ausência de referência quanto ao destino da vítima obriga o planejamento das operações a abranger todos os raios do perímetro de busca. A topografia da região é variada, com presença de encostas íngremes e escorregadias, campos de pastagem e matas fechadas — o que dificulta a leitura térmica das câmeras dos drones”, completam os bombeiros.

Além disso, chove na região, o que aumenta a dificuldade dos trabalhos. Nesta sexta, estão empenhados nas buscas 28 bombeiros e cinco cães farejadores.

O Tempo

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