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Em Santos (SP), usuários das redes sociais expressaram indignação ao assistirem a um vídeo que mostra um casal arrastando um cachorro amarrado à traseira de uma moto. A cena, registrada por testemunhas, gerou protestos imediatos e levou internautas a denunciar o caso às autoridades locais. A prática é proibida em Santos, onde há legislação municipal específica para coibir maus-tratos a animais domésticos.
A repercussão online foi intensa e as críticas se espalharam por perfis em plataformas como Facebook, Instagram e Twitter. Muitos internautas condenaram o casal pela falta de empatia e desprezo pelo bem-estar do cachorro, enquanto outros compartilharam orientações sobre como denunciar maus-tratos. A forte reação digital motivou debates sobre responsabilidade e respeito aos direitos dos animais.
No município de Santos, a lei municipal nº 3.925/2017 classifica como infração grave qualquer ato de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais domésticos. De acordo com essa norma, quem submete o animal a situações de sofrimento físico ou psicológico está sujeito a penalidades que incluem multa e advertência. A legislação local também prevê medidas de proteção, garantindo atendimento veterinário emergencial ao animal resgatado.
Além das regras municipais, o Brasil conta com a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), que define penas para quem comete crueldade contra animais. Esse diploma legal estabelece detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem pratica atos de abuso ou violência sem necessidade. Quando a ofensa resulta na morte do animal ou envolve ato de extrema crueldade, a pena pode ser ampliada, conforme o Código Penal Brasileiro.
Especialistas em comportamento animal e organizações de defesa dos direitos dos pets recomendam que casos como esse sejam imediatamente comunicados às autoridades competentes, como a Polícia Militar Ambiental e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Além disso, destacam a importância da conscientização pública para evitar reincidências. Em Santos, fiscalizações e campanhas educativas auxiliam na prevenção de novos episódios de maus-tratos e reforçam a responsabilidade coletiva pelo cuidado dos animais.
Por PaiPee

Sou Silas Rodrigues, o Silas do Blog, fundador deste site, com quase 15 anos de existência. Gleiziane é minha esposa e repórter fotográfica.