Ligue-se a nós

Gente

Aos 38 anos, cantora revela luta contra doença e médica faz alerta: ‘Não tem cura’

Publicado

no

Reprodução.
Compartilhe esta publicação
Ad 22
Fique por dentro do que publicamos. Clique na imagem acima e entre no grupo.

Após surgir com seu cabelo natural, a cantora Maiara (38) recebeu alguns questionamentos sobre a notável diferença com suas grandes produções para os shows da dupla com sua irmã, Maraisa (38). Em pouco tempo, a cantora revelou que as madeixas finas são decorrência de uma alopécia androgenética, doença que causa a queda dos fios.

A surpresa trouxe perguntas sobre o diagnóstico da cantora e a CARAS Brasil conversou com a dermatologista Natasha Crepaldi, referência em saúde, beleza e bem-estar, que analisou a situação.

O que é a alopecia androgenética?

A dermatologista começa explicando o que é a alopecia androgenética: “A alopecia androgenética é um tipo de queda de cabelo de origem genética e hormonal. Ela é causada principalmente pela ação dos hormônios androgênicos, como a testosterona, nos folículos capilares, levando à miniaturização dos fios. Isso significa que os fios vão ficando mais finos, curtos e ralos com o tempo.”

Quando a alopecia é diagnosticada em mulheres, a situação é um pouco diferente: “Nas mulheres, a manifestação costuma ser mais difusa, com afinamento capilar predominante no topo da cabeça, sem comprometer tanto a linha da frente do couro cabeludo. Já nos homens, a queda tende a ser mais localizada, com as famosas “entradas” e rarefação no topo.”

O que causa a alopecia androgenética?

A médica explica que ao longo do tempo, procedimentos químicos, uso frequente de extensões e laces podem agravar a alopecia androgenética: “Podem agravar, especialmente quando não há um cuidado adequado com o couro cabeludo e a saúde dos fios. Procedimentos químicos como alisamentos e descolorações enfraquecem os fios e podem causar inflamações no couro cabeludo.

“O uso constante de extensões, laces ou mega hair também gera tração nos fios, o que pode causar um outro tipo de alopecia, chamada alopecia por tração. Quando associada à alopecia androgenética, esse quadro pode ser ainda mais agressivo, acelerando a perda capilar. Por isso, todo cuidado estético precisa ser feito com acompanhamento médico e respeitando os limites da saúde capilar.”

Quais os sinais de alerta?

Segundo a dermatologista, a doença em si é relativamente difícil de notar em seu início por um senso comum das pessoas diante da perda dos cabelos:

“A chamada calvície não tem aqueles sinais evidentes de queda como o aumento da queda de fios durante a escovação ou no banho, ela é mais silenciosa e depende da percepção de que o cabelo está “mais ralo” ou com menor volume. Muitas pessoas demoram a buscar ajuda porque acreditam que a queda faz parte de um ciclo natural, o que é parcialmente verdade, mas até certo ponto“, explica.

Com a demora do paciente em perceber a doença, o caso se torna delicado para o tratamento: “O problema é que, na alopecia androgenética, os fios não estão apenas caindo: eles estão sendo substituídos por fios cada vez mais finos e frágeis, até pararem de crescer. Quando o paciente procura ajuda, muitas vezes o processo já está avançado, e recuperar os fios torna-se um desafio maior. O caso da cantora Maiara é um alerta importante de que é fundamental observar os sinais precocemente e procurar um dermatologista.”

Fatores além do físico

Ad 23
Fique por dentro do que publicamos sobre a AD Timóteo.

Ao ser questionada se fatores psicológicos contribuem para o desenvolvimento da alopecia, a dermatologista foi direta: “Existe uma relação direta.”

Ela explica que:“O estresse emocional pode atuar como um gatilho ou agravante na queda de cabelo, principalmente quando se trata de alopecia androgenética. Isso acontece porque o estresse influencia a produção de hormônios como o cortisol, que, em níveis elevados, pode interferir nos ciclos de crescimento dos fios.”

A especialista diz ainda que é importante unir os cuidados físicos e mentais para evitar agravamentos: “Além disso, o estresse pode desencadear outras formas de queda, como o eflúvio telógeno, que pode se sobrepor à alopecia androgenética. Ou seja: mente e corpo estão profundamente conectados, e cuidar da saúde emocional é parte essencial do tratamento dermatológico.”

A alopecia androgenética tem cura?

Quando a questão é a cura, a dermatologista explica que não existe. A doença que Maiara está enfrentando é difícil, mas existem tratamentos.

“A alopecia androgenética não tem cura, mas tem controle, e quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados. Atualmente, trabalhamos com tratamentos tópicos, orais, procedimentos em consultório e tecnologias avançadas”, garante.

Os tratamentos mais eficazes incluem:

Minoxidil (tópico ou oral): estimula o crescimento dos fios.
Antiandrogênicos como anticoncepcionais, espironolactona, Finasterida ou Dutasterida (em alguns casos): inibem a ação hormonal sobre o folículo.
Laser de baixa potência, microinfusão de medicamentos na pele, lasers específicos, eletroporação com com drug delivery: ajudam na absorção de ativos e recuperação do couro cabeludo.
Mais recentemente terapia regenerativa com células tronco de gordura e peptideos injetáveis capilares: técnicas que oferecem regeneração e sinalização celular diretamente ao bulbo capilar.
“Tudo deve ser individualizado. Cada couro cabeludo tem sua história, e o protocolo precisa respeitar isso para gerar resultados sustentáveis e naturais.”

Erros que devem ser evitados

Crepaldi finaliza apontando quais são os maiores erros diante da alopécia androgenética. Os principais erros são:

Automedicação: usar fórmulas indicadas por amigos ou compradas sem prescrição pode piorar, ou atrasar o diagnóstico do quadro.
Uso excessivo de químicas sem avaliação dermatológica.
Acreditar em promessas milagrosas de crescimento capilar rápido.
Negligenciar o couro cabeludo: muitas pessoas tratam apenas os fios e esquecem que o couro cabeludo precisa de cuidados específicos.
“O mais importante é lembrar que queda de cabelo não é apenas estética, é um sinal de que algo pode estar acontecendo internamente. Cuidar da saúde dos cabelos é, também, cuidar da saúde como um todo”, conclui.

Por Dra. Natasha Crepaldi/Caras

Ad 21
Me siga no Instagram. Clique na imagem.
Continuar Lendo