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Uma ocorrência grave de violência doméstica foi registrada na noite desta quarta-feira (18), em Várzea Grande, e por pouco não terminou em tragédia. Um homem foi preso após agredir a companheira, ameaçar matar toda a família e tentar incendiar a residência onde todos estavam.
De acordo com informações do boletim de ocorrência , o caso aconteceu por volta das 23h, em uma casa localizada na rua Pascoal Ramos, no bairro Ouro Verde. A Polícia Militar foi acionada via Ciosp para atender a denúncia e, ao chegar no local, encontrou o suspeito já contido no quintal pelo próprio enteado.
Conforme relato da vítima, uma mulher de 42 anos, o suspeito — que é seu companheiro — iniciou uma série de agressões após um desentendimento. Ele passou a desferir socos contra a mulher, causando ferimentos no rosto, braço e diversas escoriações pelo corpo.
Durante a situação, o filho da vítima, um adolescente de 16 anos, interveio para defender a mãe e entrou em luta corporal com o agressor. Mesmo assim, o jovem também acabou ferido, apresentando lesões no rosto, cabeça e joelho, além de relatar dor nos olhos após ser atingido por gasolina.
Ainda segundo a ocorrência, o suspeito chegou a pegar um galão com combustível e tentou atear fogo na casa, jogando gasolina na vítima enquanto fazia ameaças de morte. Em meio ao ataque, ele dizia frases como: “vou matar todo mundo aqui agora”.
A situação ficou ainda mais tensa quando o homem afirmou que buscaria uma arma de fogo para executar todos que estavam no imóvel. Durante as buscas, os policiais localizaram o objeto citado, mas constataram que se tratava de uma pistola de pressão (airsoft), equipada com mira laser.
O suspeito foi detido e encaminhado à delegacia. Durante a checagem no sistema, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra ele. Antes disso, ele ainda foi levado à UPA do Cristo Rei para atendimento médico, já que apresentava escoriações decorrentes da luta corporal.
O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça, violência psicológica contra a mulher e tentativa de feminicídio. A Polícia Civil deve investigar o episódio e dar continuidade às providências legais.
Por Joatan de Souza/Terra MT Digital