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Priscila Beatriz Assis Teixeira, de 38 anos, foi morta a golpes de canivete na noite de segunda-feira (23), no bairro Camposaltinhos, em Campos Altos, no Alto Paranaíba, no Maranhão, após recusar um beijo de um jovem de 18 anos. O crime ocorreu no portão da casa da vítima e foi presenciado pelo filho dela, de apenas 8 anos.
De acordo com a investigação, o suspeito, identificado como Matheus Vinícius de Souza, teria ido até a residência para tratar da negociação de um aparelho celular. Durante a conversa, ele tentou beijar Priscila à força.
Diante da recusa, teve início uma discussão que terminou em agressão. Segundo o delegado responsável pelo caso, Jeferson Leal, o jovem afirmou em depoimento que, após ser rejeitado, teve um “branco” e desferiu vários golpes contra a vítima.
Priscila ainda foi socorrida por uma ambulância e encaminhada consciente ao Hospital Municipal de Campos Altos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 23h e iniciou buscas imediatas. Câmeras de segurança de imóveis vizinhos registraram um rapaz caminhando em direção à casa da vítima, usando calça jeans, bota amarela, jaqueta escura e boné preto. Outras imagens ajudaram a reconstruir o trajeto de fuga.
Durante a tentativa de escapar, o suspeito pulou muros de residências até alcançar outra rua. Uma testemunha reconheceu o jovem como o homem que invadiu seu quintal na fuga. O filho da vítima também descreveu características físicas e roupas compatíveis com as registradas nas gravações.
Ainda durante as diligências, a polícia recebeu a informação de que um homem tentava contratar um táxi para deixar a cidade com urgência, alegando ter cometido “um fato grave”.
A partir do primeiro nome e de uma foto vinculada a um perfil em aplicativo de mensagens, os militares identificaram uma rede social compatível com as imagens. A investigação levou os policiais até um endereço no bairro Juca Franco.
No imóvel, o jovem foi localizado. Segundo a PM, havia roupas sujas de barro e molhadas, semelhantes às vistas nas câmeras. Questionado, ele confessou o crime e reconheceu o canivete de cabo azul encontrado na casa de Priscila como a arma utilizada.
Em depoimento à Polícia Civil, afirmou não ter motivo específico para o ataque, classificando o episódio como uma “besteira” e “burrice”.
Conforme a Polícia Civil, o suspeito não possuía antecedentes criminais. Ele foi submetido a exame de corpo de delito, ouvido na Delegacia de Plantão e encaminhado ao Presídio Regional de Araxá, onde permanece à disposição da Justiça e responderá por feminicídio.
Priscila foi sepultada na manhã dessa quarta-feira (25), no Cemitério Municipal de Campos Altos.
Da redação/Folha do Estado.

Sou Silas Rodrigues, o Silas do Blog, fundador deste site, com quase 15 anos de existência. Gleiziane é minha esposa e repórter fotográfica.