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“Se tiver mais coisa, será difícil apoiar”, diz Malafaia sobre Flávio

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Pastor sinaliza desgaste entre senador e lideranças evangélicas após novas revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o filme “Dark Horse”

Por Cristiano Stefenoni

O pastor Silas Malafaia, um dos principais aliados políticos e religiosos da família Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (20) que as novas revelações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro podem provocar desgaste na relação do parlamentar com lideranças evangélicas e dificultar eventual apoio a uma candidatura presidencial.

A declaração, divulgada pelo jornal O Globo, ocorre em meio ao avanço da crise política em torno do financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente. A fala de Malafaia marcou uma mudança de tom do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo em relação ao filho mais velho de Bolsonaro.

Segundo o pastor, o apoio do segmento evangélico dependerá do andamento das investigações e da eventual comprovação de novas irregularidades envolvendo o caso.

“A relação de Flávio com evangélicos esfria, sim, se tiver comprovação de que recebeu dinheiro para mais coisa que o filme. Por enquanto, estamos todos com cautela. Se tiver mais coisa, será difícil apoiar; mas, se não tiver, vamos com Flávio”, declarou.

A pressão sobre Flávio Bolsonaro aumentou após novas informações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Também nesta terça-feira, o senador admitiu ter visitado o banqueiro depois de sua prisão, ocorrida no fim do ano passado. Na ocasião, Vorcaro utilizava tornozeleira eletrônica e estava proibido de deixar São Paulo por decisão judicial. O episódio, segundo relatos de bastidores, teria sido omitido até mesmo de aliados próximos do parlamentar.

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A revelação ampliou o desconforto dentro das bancadas do PL no Congresso Nacional e levou integrantes do entorno bolsonarista a adotarem uma postura mais cautelosa em relação ao caso. Nos bastidores, parlamentares avaliam que o impacto político da crise pode crescer caso surjam novos elementos envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse” ou possíveis conexões financeiras paralelas relacionadas ao projeto cinematográfico.

A crise ganhou força após reportagens revelarem a captação de recursos milionários para a produção do longa, previsto para estrear em setembro. Depois da divulgação das informações, Flávio Bolsonaro confirmou ter articulado a obtenção de recursos junto a Daniel Vorcaro para financiar a produção. O caso passou a levantar questionamentos sobre a origem dos valores utilizados e sobre a estrutura financeira empregada para bancar o projeto.

As suspeitas aumentaram após a divulgação de informações indicando que parte dos recursos teria sido movimentada por meio de fundos e empresas ligadas a aliados da família Bolsonaro nos Estados Unidos.

Além disso, a produção já se tornou alvo de questionamentos judiciais e políticos, incluindo pedidos de investigação sobre possível propaganda eleitoral antecipada e eventual uso indireto de recursos públicos para beneficiar o projeto ligado ao ex-presidente.

A manifestação pública de Silas Malafaia chamou atenção justamente pelo histórico de proximidade entre o pastor e a família Bolsonaro. Nos últimos anos, o líder evangélico participou ativamente de campanhas eleitorais, manifestações públicas e articulações voltadas ao eleitorado evangélico.

Por isso, a sinalização de cautela em relação a Flávio Bolsonaro foi interpretada como um alerta dentro do campo bolsonarista. Dentro do PL, dirigentes e parlamentares acompanham o impacto da crise com preocupação, sobretudo diante da importância do eleitorado evangélico para a estratégia política do partido nas eleições presidenciais de 2026.
Por Comunhão
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