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Renan Santos critica fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil: “Não é a postura de um líder”
Renan Santos, ex-candidato à Presidência pelo Missão, criticou nesta terça-feira (27) a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil rumo aos Estados Unidos e afirmou que a decisão não corresponde à conduta esperada de um líder político. Para ele, o senador deve continuar influenciando a política brasileira mesmo estando no exterior.
Segundo fontes da Polícia Federal, Flávio está em voo para os Estados Unidos e deve utilizar o passaporte italiano, obtido em 2023, para entrar no país.
O senador é investigado em dois inquéritos e foi intimado a entregar os passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado é relator do processo que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Até o momento, não há decisão do STF sobre a saída do senador do Brasil.
Renan afirmou que a disputa jurídica envolvendo Flávio tem contornos políticos, mas disse que isso não justifica deixar o país. “Flávio é alvo de uma disputa política. A briga no STF e as investigações vão todas seguir critérios políticos. O Brasil está uma várzea. Entretanto, esta não é a postura de um líder”, declarou.
Para sustentar a crítica, o ex-candidato citou sua própria trajetória e afirmou ter enfrentado acusações durante o governo de Jair Bolsonaro, pai do senador, sem deixar o país.
“Fui perseguido no governo do pai dele, criaram uma acusação mentirosa contra mim, tentaram prender a mim e membros do meu grupo político, e a gente venceu na Justiça. Quando fui atacado pelo Dias Toffoli, que acabou com a minha campanha, bati de frente, não recuei uma vírgula e não fugi do Brasil”, afirmou.
Na avaliação de Renan, enfrentar as consequências, mesmo diante de acusações consideradas injustas, faz parte da responsabilidade de quem pretende exercer liderança política.
“Tem um padrão que você tem que ter. Fuja se você for fraco. Encare o problema se for homem, e pague pelas consequências, mesmo quando inocente. Liderar, querer mudar o teu país, é um fardo muito grande”, disse. Ele acrescentou que aqueles que estão dispostos a enfrentar punições por suas convicções podem deixar seus nomes na história.
Renan também avaliou que a saída de Flávio não deve encerrar sua atuação política. Para ele, o episódio pode ser transformado em símbolo pelos apoiadores do senador, que continuaria a influenciar os acontecimentos no Brasil a partir dos Estados Unidos.
“Vai ter muita gente achando bonito, vamos dizer que ele é um herói no exílio, e na prática ele vai continuar manipulando a política do Brasil direto dos Estados Unidos. Triste destino para quem achava que esse cara seria um herói. Esse é o meu recado”, concluiu.
Por TimesBrasil