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Noiva fica sob corpo do marido morto por 6 horas após queda de helicóptero

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Jesni Sam ficou presa por quase seis horas sob o corpo do marido, Dave Fiji, após o helicóptero que levava o casal do casamento cair na Geórgia, nos EUA, afirma uma ação judicial. O New York Post teve acesso ao processo.

O que aconteceu

Dave Fiji morreu no acidente, ocorrido minutos depois de o helicóptero deixar a cerimônia em Dawsonville. O piloto, Nikhil Nargundkar, também morreu, enquanto Sam sobreviveu com ferimentos graves.

O casal embarcou em um helicóptero Robinson R66 por volta das 23h45 para seguir ao aeroporto DeKalb-Peachtree. O voo fazia parte de uma despedida dos noivos e era operado pela empresa Prestige Helicopters.

O helicóptero atingiu árvores altas cerca de cinco minutos após a decolagem e caiu em uma área florestal. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) informou que havia possibilidade de chuva, neblina e nuvens baixas na região.

Processo aponta falhas antes do voo

A ação acusa a Prestige Helicopters e o espaço de eventos The Revere de negligência na decisão de manter o voo. O processo diz que havia alertas para tempestades, baixa visibilidade e condições que encobriam as montanhas.

Phebah Fiji, mãe de Dave, disse que o voo quase foi cancelado por causa do tempo. “Inicialmente, ele seria cancelado por preocupações com o clima”, afirmou ela à emissora Fox 5.

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Segundo Phebah, o piloto afirmou que a chuva não seria um problema para a viagem. “Quando o helicóptero chegou, o piloto estava muito confiante de que não haveria problema, embora já tivesse começado a chover”, disse.

Ferimentos e pedido de indenização

Sam perdeu a consciência na queda e sofreu lesões no quadril, na perna, no pescoço, nos dedos, no braço e no abdômen, segundo o processo. Ela também relata dores de cabeça, tontura, perda de equilíbrio e cicatrizes no rosto e no corpo.

A ação afirma que a viúva desenvolveu estresse pós-traumático, depressão, luto, ansiedade e medo de voar. Sam pede indenização por gastos médicos, reabilitação e sofrimento emocional.

O espólio de Fiji também cobra despesas do funeral e compensação pela perda de renda. O processo pede que um júri defina o valor de eventual indenização.

Do UOL, em São Paulo

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