{"id":66692,"date":"2016-07-04T14:21:46","date_gmt":"2016-07-04T17:21:46","guid":{"rendered":"http:\/\/portaldosilas.com.br\/?p=66692"},"modified":"2016-07-04T14:21:46","modified_gmt":"2016-07-04T17:21:46","slug":"morre-o-ex-governador-de-minas-rondon-pacheco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/2016\/07\/04\/morre-o-ex-governador-de-minas-rondon-pacheco\/","title":{"rendered":"Morre o ex-governador de Minas Rondon Pacheco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/portaldosilas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/20160704073935236356a.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-66693\" alt=\"20160704073935236356a\" src=\"http:\/\/portaldosilas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/20160704073935236356a-640x424.jpg\" width=\"640\" height=\"424\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Morreu nesta segunda-feira, aos 96 anos, em sua casa, em Uberl\u00e2ndia,\u00a0o ex-governador Rondon Pacheco, uma das \u00faltimas testemunhas ainda vivas que integrou em 13 de dezembro de 1968 a reuni\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional, no Pal\u00e1cio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, comandada pelo presidente Artur da Costa e Silva. Ali foi baixado o Ato Institucional n\u00famero 5 (AI-5). Pedro Aleixo e Rondon Pacheco, mineiros que integraram a c\u00fapula de 24 membros, foram vozes solit\u00e1rias em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que inauguraria os anos de chumbo da ditadura, conferindo poderes excepcionais ao chefe do Executivo, como decretar recesso do Congresso Nacional, interven\u00e7\u00e3o em estados e munic\u00edpios, cassa\u00e7\u00e3o de mandatos, confisco de bens, entre outros. Em entrevista concedida ao Estado de Minas em fevereiro de 2014, ent\u00e3o aos 94 anos, com boa mem\u00f3ria, alinhavando os fatos hist\u00f3ricos, Rondon Pacheco declarou ao rep\u00f3rter Gustavo Werneck: &#8220;N\u00e3o vou censurar um governo do qual participei&#8221;. Ele foi secret\u00e1rio geral da Arena e ministro-chefe do Gabinete Civil do marechal Artur da Costa e Silva (1967-1969) antes de assumir a presid\u00eancia da Arena, legenda de sustenta\u00e7\u00e3o ao regime militar e o governo de Minas (1971-1975).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Advogado, deputado federal udenista ligado ao governador mineiro Magalh\u00e3es Pinto, Rondon Pacheco apoiou o golpe militar de 31 de mar\u00e7o de 1964. Integrou na C\u00e2mara dos Deputados a base governista do primeiro presidente militar Castelo Branco com interlocu\u00e7\u00e3o privilegiada junto ao Executivo como secret\u00e1rio geral da Arena, cargo que assumiu a partir da institui\u00e7\u00e3o do bipartidarismo, ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o do Ato Institucional n\u00famero 2 em 27 de outubro de 1965.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Nas elei\u00e7\u00f5es de 1966 conquistou o quinto mandato consecutivo como deputado federal e, em mar\u00e7o de 1967, Rondon Pacheco foi chamado pelo sucessor de Castelo Branco, o presidente Artur da Costa e Silva: &#8220;No governo Costa e Silva, fui convidado para ser o ministro extraordin\u00e1rio chefe da Casa Civil. Digo extraordin\u00e1rio porque naquela \u00e9poca, seria incompat\u00edvel um deputado federal trabalhar na intimidade da Casa Civil e exercer o mandato&#8221;, declarou ao Estado de Minas, em fevereiro de 2014. Mediando as rela\u00e7\u00f5es entre o governo e o Congresso Nacional, tornou-se, nesta fun\u00e7\u00e3o, uma figura frequentemente constrangedora para a linha dura do regime, que pela pr\u00f3xima d\u00e9cada, daria o tom do novo governo. H\u00e1bil e diplom\u00e1tico, o ministro chefe de gabinete da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica buscava solu\u00e7\u00f5es que amenizassem as propostas mais radicais dos setores do que pregavam o endurecimento do regime e os setores da oposi\u00e7\u00e3o, que exigiam a imediata restaura\u00e7\u00e3o da democracia no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Antes da reuni\u00e3o de c\u00fapula para a edi\u00e7\u00e3o do AI-5, &#8211; resposta do regime \u00e0 luta armada, ao movimento estudantil, \u00e0 passeata dos cem mil que exigiam o fim da ditadura &#8211; Rondon Pacheco reuniu-se com o ministro da Justi\u00e7a Gama e Silva e prop\u00f4s que fossem retirados os pontos mais duros da primeira proposta do Ato Institucional n\u00ba 5, entre eles o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). Como n\u00e3o conseguiu, apresentou a proposta de emenda que estabelecia a vig\u00eancia de um ano para o AI-5, que tamb\u00e9m seria recha\u00e7ada por Costa e Silva. &#8220;Diante da situa\u00e7\u00e3o, Pedro Aleixo defendeu a tese de um recurso constitucional, que seria o estado de s\u00edtio, bem menos traum\u00e1tico para a na\u00e7\u00e3o. Eu defendi a vig\u00eancia de apenas um ano para o ato institucional, mas n\u00f3s dois fomos voto vencido&#8221;, chegou a esclarecer \u00e0 imprensa Rondon Pacheco. O AI-5 s\u00f3 foi revogado dez anos depois.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Quando o general Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici foi escolhido pelos generais do Ex\u00e9rcito Brasileiro como novo presidente da Rep\u00fablica, em substitui\u00e7\u00e3o a Costa e Silva, &#8211; afastado do poder por um derrame &#8211; , Rondon Pacheco deixou a chefia do gabinete civil em 30 de outubro de 1969 e j\u00e1 no m\u00eas seguinte, foi indicado por M\u00e9dici para presidir a Arena. Em julho de 1970 foi indicado pelo regime para ser o candidato oficial ao governo de Minas, cargo que exerceu entre 1971 e 1975. Anos mais tarde, &#8211; em 1975 &#8211; Francelino Pereira tamb\u00e9m repetiria essa trajet\u00f3ria: passaria pela presid\u00eancia da Arena antes de ser indicado para governar o estado, o que fez entre mar\u00e7o de 1979 e mar\u00e7o de 1983.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">&#8220;Moraliza\u00e7\u00e3o administrativa&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">\u00c0 frente do governo de Minas, Rondon Pacheco anunciou uma plataforma baseada no desenvolvimento regional e na \u201cmoraliza\u00e7\u00e3o administrativa\u201d. Anunciou um secretariado eminentemente \u201ct\u00e9cnico\u201d, nomeando um m\u00e9dico para a pasta da Sa\u00fade, um economista para a Fazenda, um engenheiro para a secretaria de Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas e um professor para a Educa\u00e7\u00e3o. Elaborou o Plano Mineiro de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social, que tinha por objetivo a diversifica\u00e7\u00e3o da estrutura produtiva do estado, muito dependente da explora\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio. Em associa\u00e7\u00e3o com o governo federal e com o capital estrangeiro, Rondon Pacheco estimulou a implanta\u00e7\u00e3o de diversos projetos industriais, o principal deles, a implanta\u00e7\u00e3o em Betim da Fiat, para a produ\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca de 200 mil carros ao ano e 155 mil motores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Per\u00edodo conhecido como o \u201cmilagre econ\u00f4mico\u201d, Rondon Pacheco instalou em Minas, dentre outros projetos, uma ind\u00fastria mec\u00e2nica pesada em Ipatinga (Usimec), com controle acion\u00e1rio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e a participa\u00e7\u00e3o da Usina Sider\u00fargica de Minas Gerais (Usiminas), da Gute Hofmung Huette (GHH) e da Nippon Steel. \u00c0s margens da represa de Tr\u00eas Marias, foi tamb\u00e9m iniciada a implanta\u00e7\u00e3o do complexo agropecu\u00e1rio Veredas Agropecu\u00e1rias, promovido pela associa\u00e7\u00e3o da Companhia Auxiliar das Empresas de Minera\u00e7\u00e3o com a norte-americana National Bulk Crriers. Al\u00e9m disso, o setor de energia viveu uma pol\u00edtica de expans\u00e3o da capacidade geradora, com a inaugura\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias usinas, entre elas a de Jaguara, e o in\u00edcio de constru\u00e7\u00e3o de outras, como a Usina de S\u00e3o Sim\u00e3o. Em seu governo foi criada a Telecomunica\u00e7\u00f5es de Minas Gerais (Telemig) e realizada a liga\u00e7\u00e3o de oito cidades mineiras pelo Sistema Nacional de Discagem Direta a Dist\u00e2ncia (DDD). Tamb\u00e9m foram abertos dois mil quil\u00f4metros de estradas de rodagem para a integra\u00e7\u00e3o interestadual e a sua articula\u00e7\u00e3o com o sistema rodovi\u00e1rio nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Pela orienta\u00e7\u00e3o de seu governo considerada pelos pol\u00edticos mineiros excessivamente \u201ct\u00e9cnica\u201d, Rondon Pacheco concluiu o seu mandato em 1975 enfraquecido: n\u00e3o conseguiu fazer o seu sucessor, o ent\u00e3o prefeito de Belo Horizonte, Osvaldo Pierucetti. A Arena apoiou o candidato indicado pelo presidente Ernesto Geisel, Aureliano Chaves, empossado em 15 de mar\u00e7o de 1975.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Usiminas<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Rondon Pacheco assumiu em 1976 a presid\u00eancia da Usiminas e, no ano seguinte, daria declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas em apoio \u00e0 anunciada iniciativa de Ernesto Geisel de revis\u00e3o dos atos institucionais, considerando-os \u201ctransit\u00f3rios por \u00edndole\u201d. Na ocasi\u00e3o ele sustentou que Costa e Silva teria pretendido outorgar uma emenda constitucional institucionalizando o estado de direito, o que n\u00e3o teria ocorrido por causa do derrame que o afastou do poder.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Rondon Pacheco filiou-se ao Partido Democr\u00e1tico Social (PDS), mantendo-se na base governista ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979. Em 1982 disputou com sucesso mais um mandato para a C\u00e2mara dos Deputados. Nesse mandato, ausentou-se do plen\u00e1rio durante a vota\u00e7\u00e3o da emenda Dante de Oliveira, em 25 de abril de 1984, que propunha o restabelecimento das elei\u00e7\u00f5es diretas para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Faltaram 22 votos para que a proposta que precisava de quorum qualificado prosseguisse ao Senado Federal. Apesar de governista, Rondon Pacheco integrou a dissid\u00eancia do PDS aberta pela Frente Liberal e votou em Tancredo Neves, candidato da oposi\u00e7\u00e3o, em 15 de janeiro de 1985. O \u00faltimo cargo eletivo que Rondon Pacheco disputou foi o Senado Federal, em 1986, pelo PDS. Foi a primeira e \u00fanica derrota eleitoral de sua carreira pol\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Casado desde 1948 com Marina de Freitas Pacheco, com quem teve tr\u00eas filhos, Rondon Pacheco passou os \u00faltimos anos de sua vida discretamente entre a sua cidade natal, Uberl\u00e2ndia e a sua fazenda, no munic\u00edpio de Ipia\u00e7u, tamb\u00e9m no Tri\u00e2ngulo Mineiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Linha do tempo<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Nasceu em Uberl\u00e2ndia, em 31 de julho de 1919. Aos 18 anos mudou-se para Belo Horizonte. Ingressou na Faculdade de Direito. Presidiu o Centro Acad\u00eamico Afonso Pena e fez oposi\u00e7\u00e3o ao Estado Novo. Formou-se em 1943.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Influenciado por Pedro Aleixo, filiou-se \u00e0 UDN, legenda pela qual candidatou-se \u00e0 Assembleia Constituinte mineira em janeiro de 1947. Obteve a primeira supl\u00eancia e assumiu o mandato com a sa\u00edda do deputado estadual Miguel Batista Vieira.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Nas elei\u00e7\u00f5es de 1950 elegeu-se deputado federal sempre pela UDN. Consolidou a base eleitoral no Tri\u00e2ngulo Mineiro defendendo os interesses dos criadores de gado e denunciando preju\u00edzos decorrentes de secas e enchentes.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Foi reeleito em 1954 e, no \u00faltimo ano do segundo mandato, tornou-se vice-l\u00edder da UDN, atuando como l\u00edder em substitui\u00e7\u00e3o a Jo\u00e3o Agripino, afastado por motivos de sa\u00fade.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Em 1958 foi eleito deputado federal pelo terceira vez. Foi l\u00edder da UDN em 1960 e em 1961.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Com a elei\u00e7\u00e3o de Magalh\u00e3es Pinto para o governo de Minas foi nomeado em maio de 1961 secret\u00e1rio do Interior do estado. Ficou no cargo por pouco mais de um ano.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Em outubro de 1962, elegeu-se deputado federal pela quarta vez consecutivo. Apoiador do golpe militar de 31 de mar\u00e7o de 1964, leu na C\u00e2mara dos Deputados o manifesto da \u201cRevolu\u00e7\u00e3o\u201d, de Magalh\u00e3es Pinto, no momento da partida das for\u00e7as de Minas para o Rio. Integrou o bloco parlamentar de sustenta\u00e7\u00e3o ao marechal Humberto Castelo Branco, formado por iniciativa dos deputados udenistas Pedro Aleixo e Olavo Bilac Pinto.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Com a extin\u00e7\u00e3o dos partidos pol\u00edticos que se seguiu ao Ato Institucional n\u00famero 2 (AI-2), editado em 27 de outubro de 1965, Castelo Branco reuniu-se com o grupo de deputados governistas com o pedido para que se filiassem \u00e0 Alian\u00e7a Renovadora Nacional (Arena), legenda de sustenta\u00e7\u00e3o do regime militar. Rondon Pacheco assume a secretaria geral da Arena.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Nas elei\u00e7\u00f5es de novembro de 1966, Rondon Pacheco conquistou o quinto mandato consecutivo para a C\u00e2mara dos Deputados. Exerceu o mandato at\u00e9 15 de mar\u00e7o de 1967 quando, com a posse de Costa e Silva, assumiu a chefia do gabinete civil da Presid\u00eancia Rep\u00fablica.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Durante a reuni\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional presidida por Costa e Silva para baixar o Ato Institucional n\u00famero 5 (AI-5), prop\u00f4s que tivesse um prazo de vig\u00eancia de um ano, o que foi recha\u00e7ado por Costa e Silva.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Rondon Pacheco encerrou a gest\u00e3o na gabinete civil de Costa e Silva em 30 de outubro de 1969, quando Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici assumiu a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Retornou \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Em novembro de 1969 foi indicado por M\u00e9dici para presidir a Arena. E em julho do ano seguinte foi por ele escolhido para ser o candidato oficial da Arena ao governo de Minas.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Comandou Minas Gerais entre 1971 e 1975. Dentre as suas realiza\u00e7\u00f5es, est\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica da Fiat em Betim.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Ap\u00f3s o governo de Minas, foi nomeado para presidir a Usiminas em 1976.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Com o fim do bipartidarismo em 1979, ingressou no Partido Democr\u00e1tico Social (PDS), da base governista.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">O seu \u00faltimo cargo eletivo foi como deputado federal: elegeu-se em 1982.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Apoiou a candidatura de Tancredo Neves no col\u00e9gio eleitoral em 15 de janeiro de 1985.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva;\">Em 1986 viveu a primeira e \u00fanica derrota eleitoral ao disputar o Senado Federal.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>UAI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morreu nesta segunda-feira, aos 96 anos, em sua casa, em Uberl\u00e2ndia,\u00a0o ex-governador Rondon Pacheco, uma das \u00faltimas testemunhas ainda vivas que integrou em 13 de dezembro de 1968 a reuni\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional, no Pal\u00e1cio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, comandada pelo presidente Artur da Costa e Silva. 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