{"id":27140,"date":"2014-10-31T08:28:43","date_gmt":"2014-10-31T11:28:43","guid":{"rendered":"http:\/\/portaldosilas.com.br\/?p=27140"},"modified":"2014-10-31T08:28:43","modified_gmt":"2014-10-31T11:28:43","slug":"31-de-outubro-dia-da-reforma-protestante-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/2014\/10\/31\/31-de-outubro-dia-da-reforma-protestante-2\/","title":{"rendered":"31 de outubro: Dia da Reforma Protestante"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><b><\/b><a href=\"http:\/\/portaldosilas.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/reforma-protestante.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27141\" alt=\"reforma-protestante\" src=\"http:\/\/portaldosilas.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/reforma-protestante.jpg\" width=\"518\" height=\"370\" \/><\/a><br \/>\n<strong>No dia 31 de outubro \u00e9 comemorado por evang\u00e9licos de todo o mundo o dia da Reforma Protestante. O dia em que Martinho Lutero, em 1517, pregou publicamente as 95 teses, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanh\u00e3. As 95 teses, todas com embasamento, eram um protesto que desafiou os ensinamentos da Igreja Cat\u00f3lica Romana, colocando em questionamento principalmente a natureza da penit\u00eancia, a autoridade do Papa e da utilidade das indulg\u00eancias. Seu apelo era por mudan\u00e7as significativas, e para alguns \u00e9 considerado um her\u00f3i, por resgatar a prega\u00e7\u00e3o do verdadeiro Evangelho, bem como o resgate da B\u00edblia e do verdadeiro Salvador, Jesus. Tal atitude de Matinho Lutero repercurtiu em toda Europa, mudou a Igreja e deu origem \u00e0s igrejas crist\u00e3s, que se espalharam por todo o mundo. Por isto estas igrejas, posteriores a Reforma Protestante, s\u00e3o conhecidas como igrejas protestantes, assim como a batista.<\/strong><br \/>\n<strong>\u00c9 preciso comemorar a Reforma Protestante, que foi o piv\u00f4 de uma mudan\u00e7a significativa na forma de adorar e conhecer a Deus e ao Salvador Jesus Cristo. Mas essa comemora\u00e7\u00e3o precisa ser consciente, buscando entender o que foi, como foi, o que significa, o que \u00e9 preciso voltar \u00e0s origens, o que \u00e9 preciso renovar.<\/strong><\/p>\n<p><b>Conhe\u00e7a as 95 teses:<\/b><\/p>\n<p>1. Ao dizer: &#8220;Fazei penit\u00eancia&#8221;, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fi\u00e9is fosse penit\u00eancia.<br \/>\n2. Esta penit\u00eancia n\u00e3o pode ser entendida como penit\u00eancia sacramental (isto \u00e9, da confiss\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o celebrada pelo minist\u00e9rio dos sacerdotes).<br \/>\n3. No entanto, ela n\u00e3o se refere apenas a uma penit\u00eancia interior; sim, a penit\u00eancia interior seria nula se, externamente, n\u00e3o produzisse toda sorte de mortifica\u00e7\u00e3o da carne.<br \/>\n4. Por consequ\u00eancia, a pena perdura enquanto persiste o \u00f3dio de si mesmo (isto \u00e9 a verdadeira penit\u00eancia interior), ou seja, at\u00e9 a entrada do reino dos c\u00e9us.<br \/>\n5. O papa n\u00e3o quer nem pode dispensar de quaisquer penas sen\u00e3o daquelas que imp\u00f4s por decis\u00e3o pr\u00f3pria ou dos c\u00e2nones.<br \/>\n6. O papa n\u00e3o tem o poder de perdoar culpa a n\u00e3o ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe s\u00e3o reservados. Se ele deixasse de observar essas limita\u00e7\u00f5es, a culpa permaneceria.<br \/>\n7. Deus n\u00e3o perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeit\u00e1-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vig\u00e1rio.<br \/>\n8. Os c\u00e2nones penitenciais s\u00e3o impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos c\u00e2nones, nada deve ser imposto aos moribundos.<br \/>\n9. Por isso, o Esp\u00edrito Santo nos beneficia atrav\u00e9s do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunst\u00e2ncia da morte e da necessidade.<br \/>\n10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penit\u00eancias can\u00f4nicas para o purgat\u00f3rio.<br \/>\n11. Essa ciz\u00e2nia de transformar a pena can\u00f4nica em pena do purgat\u00f3rio parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.<br \/>\n12. Antigamente se impunham as penas can\u00f4nicas n\u00e3o depois, mas antes da absolvi\u00e7\u00e3o, como verifica\u00e7\u00e3o da verdadeira contri\u00e7\u00e3o.<br \/>\n13. Atrav\u00e9s da morte, os moribundos pagam tudo e j\u00e1 est\u00e3o mortos para as leis can\u00f4nicas, tendo, por direito, isen\u00e7\u00e3o das mesmas.<br \/>\n14. Sa\u00fade ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.<br \/>\n15. Este temor e horror por si s\u00f3s j\u00e1 bastam (para n\u00e3o falar de outras coisas) para produzir a pena do purgat\u00f3rio, uma vez que est\u00e3o pr\u00f3ximos do horror do desespero.<br \/>\n16. Inferno, purgat\u00f3rio e c\u00e9u parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a seguran\u00e7a.<br \/>\n17. Parece necess\u00e1rio, para as almas no purgat\u00f3rio, que o horror devesse diminuir \u00e0 medida que o amor crescesse.<br \/>\n18. Parece n\u00e3o ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de m\u00e9rito ou de crescimento no amor.<br \/>\n19. Tamb\u00e9m parece n\u00e3o ter sido provado que as almas no purgat\u00f3rio estejam certas de sua bem-aventuran\u00e7a, ao menos n\u00e3o todas, mesmo que n\u00f3s, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.<br \/>\n20. Portanto, por remiss\u00e3o plena de todas as penas, o papa n\u00e3o entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo imp\u00f4s.<br \/>\n21. Erram, portanto, os pregadores de indulg\u00eancias que afirmam que a pessoa \u00e9 absolvida de toda pena e salva pelas indulg\u00eancias do papa.<br \/>\n22. Com efeito, ele n\u00e3o dispensa as almas no purgat\u00f3rio de uma \u00fanica pena que, segundo os c\u00e2nones, elas deveriam ter pago nesta vida.<br \/>\n23. Se \u00e9 que se pode dar algum perd\u00e3o de todas as penas a algu\u00e9m, ele, certamente, s\u00f3 \u00e9 dado aos mais perfeitos, isto \u00e9, pouqu\u00edssimos.<br \/>\n24. Por isso, a maior parte do povo est\u00e1 sendo necessariamente ludibriada por essa magn\u00edfica e indistinta promessa de absolvi\u00e7\u00e3o da pena.<br \/>\n25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgat\u00f3rio de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e par\u00f3quia em particular.<br \/>\n26. O papa faz muito bem ao dar remiss\u00e3o \u00e0s almas n\u00e3o pelo poder das chaves (que ele n\u00e3o tem), mas por meio de intercess\u00e3o.<br \/>\n27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, t\u00e3o logo tilintar a moeda lan\u00e7ada na caixa, a alma sair\u00e1 voando [do purgat\u00f3rio para o c\u00e9u].<br \/>\n28. Certo \u00e9 que, ao tilintar a moeda na caixa[1], pode aumentar o lucro e a cobi\u00e7a; a intercess\u00e3o da Igreja, por\u00e9m, depende apenas da vontade de Deus.<br \/>\n29. E quem \u00e9 que sabe se todas as almas no purgat\u00f3rio querem ser resgatadas, como na hist\u00f3ria contada a respeito de S\u00e3o Severino e S\u00e3o Pascoal?<br \/>\n30. Ningu\u00e9m tem certeza da veracidade de sua contri\u00e7\u00e3o, muito menos de haver conseguido plena remiss\u00e3o.<br \/>\n31. T\u00e3o raro como quem \u00e9 penitente de verdade \u00e9 quem adquire autenticamente as indulg\u00eancias, ou seja, \u00e9 rar\u00edssimo.<br \/>\n32. Ser\u00e3o condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salva\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de carta de indulg\u00eancia.<br \/>\n33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulg\u00eancias do papa aquela inestim\u00e1vel d\u00e1diva de Deus atrav\u00e9s da qual a pessoa \u00e9 reconciliada com Ele.<br \/>\n34. Pois aquelas gra\u00e7as das indulg\u00eancias se referem somente \u00e0s penas de satisfa\u00e7\u00e3o sacramental, determinadas por seres humanos.<br \/>\n35. Os que ensinam que a contri\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para obter reden\u00e7\u00e3o ou indulg\u00eancia, est\u00e3o pregando doutrinas incompat\u00edveis com o crist\u00e3o.<br \/>\n36. Qualquer crist\u00e3o que est\u00e1 verdadeiramente contrito tem remiss\u00e3o plena tanto da pena como da culpa, que s\u00e3o suas d\u00edvidas, mesmo sem uma carta de indulg\u00eancia.<br \/>\n37. Qualquer crist\u00e3o verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benef\u00edcios de Cristo e da Igreja, que s\u00e3o dons de Deus, mesmo sem carta de indulg\u00eancia.<br \/>\n38. Contudo, o perd\u00e3o distribu\u00eddo pelo papa n\u00e3o deve ser desprezado, pois \u2013 como disse \u2013 \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o da remiss\u00e3o divina[2].<br \/>\n39. At\u00e9 mesmo para os mais doutos te\u00f3logos \u00e9 dific\u00edlimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulg\u00eancias e a verdadeira contri\u00e7\u00e3o.[3]<br \/>\n40. A verdadeira contri\u00e7\u00e3o procura e ama as penas, ao passo que a abund\u00e2ncia das indulg\u00eancias as afrouxa e faz odi\u00e1-las, ou pelo menos d\u00e1 ocasi\u00e3o para tanto.[4]<br \/>\n41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulg\u00eancias apost\u00f3licas, para que o povo n\u00e3o as julgue erroneamente como prefer\u00edveis \u00e0s demais boas obras do amor.[5]<br \/>\n42. Deve-se ensinar aos crist\u00e3os que n\u00e3o \u00e9 pensamento do papa que a compra de indulg\u00eancias possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de miseric\u00f3rdia.<br \/>\n43. Deve-se ensinar aos crist\u00e3os que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulg\u00eancias.[6]<br \/>\n44. Ocorre que atrav\u00e9s da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulg\u00eancias ela n\u00e3o se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.<br \/>\n45. Deve-se ensinar aos crist\u00e3os que quem v\u00ea um carente e o negligencia para gastar com indulg\u00eancias obt\u00e9m para si n\u00e3o as indulg\u00eancias do papa, mas a ira de Deus.<br \/>\n46. Deve-se ensinar aos crist\u00e3os que, se n\u00e3o tiverem bens em abund\u00e2ncia, devem conservar o que \u00e9 necess\u00e1rio para sua casa e de forma alguma desperdi\u00e7ar dinheiro com indulg\u00eancia.<br \/>\n47. Deve-se ensinar aos crist\u00e3os que a compra de indulg\u00eancias \u00e9 livre e n\u00e3o constitui obriga\u00e7\u00e3o.<br \/>\n48. Deve ensinar-se aos crist\u00e3os que, ao conceder perd\u00f5es, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de ora\u00e7\u00e3o devota em seu favor do que do dinheiro que se est\u00e1 pronto a pagar.<br \/>\n49. Deve-se ensinar aos crist\u00e3os que as indulg\u00eancias do papa s\u00e3o \u00fateis se n\u00e3o depositam sua confian\u00e7a nelas, por\u00e9m, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.<br \/>\n50. Deve-se ensinar aos crist\u00e3os que, se o papa soubesse das exa\u00e7\u00f5es dos pregadores de indulg\u00eancias, preferiria reduzir a cinzas a Bas\u00edlica de S. Pedro a edific\u00e1-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.<br \/>\n51. Deve-se ensinar aos crist\u00e3os que o papa estaria disposto \u2013 como \u00e9 seu dever \u2013 a dar do seu dinheiro \u00e0queles muitos de quem alguns pregadores de indulg\u00eancias extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necess\u00e1rio vender a Bas\u00edlica de S. Pedro.<br \/>\n52. V\u00e3 \u00e9 a confian\u00e7a na salva\u00e7\u00e3o por meio de cartas de indulg\u00eancias, mesmo que o comiss\u00e1rio ou at\u00e9 mesmo o pr\u00f3prio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.<br \/>\n53. S\u00e3o inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da prega\u00e7\u00e3o de indulg\u00eancias, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.<br \/>\n54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo serm\u00e3o, se dedica tanto ou mais tempo \u00e0s indulg\u00eancias do que a ela.<br \/>\n55. A atitude do Papa necessariamente \u00e9: se as indulg\u00eancias (que s\u00e3o o menos importante) s\u00e3o celebradas com um toque de sino, uma prociss\u00e3o e uma cerim\u00f4nia, o Evangelho (que \u00e9 o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, prociss\u00f5es e cerim\u00f4nias.<br \/>\n56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulg\u00eancias, n\u00e3o s\u00e3o suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.<br \/>\n57. \u00c9 evidente que eles, certamente, n\u00e3o s\u00e3o de natureza temporal, visto que muitos pregadores n\u00e3o os distribuem t\u00e3o facilmente, mas apenas os ajuntam.<br \/>\n58. Eles tampouco s\u00e3o os m\u00e9ritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a gra\u00e7a do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.<br \/>\n59. S. Louren\u00e7o disse que os pobres da Igreja s\u00e3o os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua \u00e9poca.<br \/>\n60. \u00c9 sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo m\u00e9rito de Cristo, constituem estes tesouros.<br \/>\n61. Pois est\u00e1 claro que, para a remiss\u00e3o das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si s\u00f3 \u00e9 suficiente.[7]<br \/>\n62. O verdadeiro tesouro da Igreja \u00e9 o sant\u00edssimo Evangelho da gl\u00f3ria e da gra\u00e7a de Deus.<br \/>\n63. Mas este tesouro \u00e9 certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os \u00faltimos.<br \/>\n64. Em contrapartida, o tesouro das indulg\u00eancias \u00e9 certamente o mais benquisto, pois faz dos \u00faltimos os primeiros.<br \/>\n65. Portanto, os tesouros do Evangelho s\u00e3o as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.<br \/>\n66. Os tesouros das indulg\u00eancias, por sua vez, s\u00e3o as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.<br \/>\n67. As indulg\u00eancias apregoadas pelos seus vendedores como as maiores gra\u00e7as realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que d\u00e3o boa renda.<br \/>\n68. Entretanto, na verdade, elas s\u00e3o as gra\u00e7as mais \u00ednfimas em compara\u00e7\u00e3o com a gra\u00e7a de Deus e a piedade da cruz.<br \/>\n69. Os bispos e curas t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de admitir com toda a rever\u00eancia os comiss\u00e1rios de indulg\u00eancias apost\u00f3licas.<br \/>\n70. T\u00eam, por\u00e9m, a obriga\u00e7\u00e3o ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comiss\u00e1rios n\u00e3o preguem os seus pr\u00f3prios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.<br \/>\n71. Seja excomungado e amaldi\u00e7oado quem falar contra a verdade das indulg\u00eancias apost\u00f3licas.<br \/>\n72. Seja bendito, por\u00e9m, quem ficar alerta contra a devassid\u00e3o e licenciosidade das palavras de um pregador de indulg\u00eancias.<br \/>\n73. Assim como o papa, com raz\u00e3o, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o com\u00e9rcio de indulg\u00eancias,<br \/>\n74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulg\u00eancias, procuram fraudar a santa caridade e verdade.<br \/>\n75. A opini\u00e3o de que as indulg\u00eancias papais s\u00e3o t\u00e3o eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a m\u00e3e de Deus, caso isso fosse poss\u00edvel, \u00e9 loucura.<br \/>\n76. Afirmamos, pelo contr\u00e1rio, que as indulg\u00eancias papais n\u00e3o podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere \u00e0 sua culpa.<br \/>\n77. A afirma\u00e7\u00e3o de que nem mesmo S\u00e3o Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores gra\u00e7as \u00e9 blasf\u00eamia contra S\u00e3o Pedro e o Papa.<br \/>\n78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo S\u00e3o Pedro, tem maiores gra\u00e7as que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as gra\u00e7as da administra\u00e7\u00e3o (ou da cura), etc., como est\u00e1 escrito em I.Cor\u00edntios XII.<br \/>\n79. \u00c9 blasf\u00eamia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eq\u00fcivale \u00e0 cruz de Cristo.<br \/>\n80. Ter\u00e3o que prestar contas os bispos, curas e te\u00f3logos que permitem que semelhantes serm\u00f5es sejam difundidos entre o povo.<br \/>\n81. Essa licenciosa prega\u00e7\u00e3o de indulg\u00eancias faz com que n\u00e3o seja f\u00e1cil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra cal\u00fanias ou quest\u00f5es, sem d\u00favida argutas, dos leigos.<br \/>\n82. Por exemplo: Por que o papa n\u00e3o esvazia o purgat\u00f3rio por causa do sant\u00edssimo amor e da extrema necessidade das almas \u2013 o que seria a mais justa de todas as causas \u2013, se redime um n\u00famero infinito de almas por causa do funest\u00edssimo dinheiro para a constru\u00e7\u00e3o da bas\u00edlica \u2013 que \u00e9 uma causa t\u00e3o insignificante?<br \/>\n83. Do mesmo modo: Por que se mant\u00eam as ex\u00e9quias e os anivers\u00e1rios dos falecidos e por que ele n\u00e3o restitui ou permite que se recebam de volta as doa\u00e7\u00f5es efetuadas em favor deles, visto que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 justo orar pelos redimidos?<br \/>\n84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa \u00e9 essa que, por causa do dinheiro, permite ao \u00edmpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas n\u00e3o a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?<br \/>\n85. Do mesmo modo: Por que os c\u00e2nones penitenciais \u2013 de fato e por desuso j\u00e1 h\u00e1 muito revogados e mortos \u2013 ainda assim s\u00e3o redimidos com dinheiro, pela concess\u00e3o de indulg\u00eancias, como se ainda estivessem em pleno vigor?<br \/>\n86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje \u00e9 maior do que a dos ricos mais Crassos, n\u00e3o constr\u00f3i com seu pr\u00f3prio dinheiro ao menos esta uma Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, ao inv\u00e9s de faz\u00ea-lo com o dinheiro dos pr\u00f3prios fi\u00e9is?<br \/>\n87. Do mesmo modo: O que \u00e9 que o papa perdoa e concede \u00e0queles que, pela contri\u00e7\u00e3o perfeita, t\u00eam direito \u00e0 plena remiss\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o?<br \/>\n88. Do mesmo modo: Que benef\u00edcio maior se poderia proporcionar \u00e0 Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remiss\u00f5es e participa\u00e7\u00f5es cem vezes ao dia a qualquer dos fi\u00e9is?<br \/>\n89. J\u00e1 que, com as indulg\u00eancias, o papa procura mais a salva\u00e7\u00e3o das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulg\u00eancias, outrora j\u00e1 concedidas, se s\u00e3o igualmente eficazes?<br \/>\n90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela for\u00e7a, sem refut\u00e1-los apresentando raz\u00f5es, significa expor a Igreja e o papa \u00e0 zombaria dos inimigos e fazer os crist\u00e3os infelizes.<br \/>\n91. Se, portanto, as indulg\u00eancias fossem pregadas em conformidade com o esp\u00edrito e a opini\u00e3o do papa, todas essas obje\u00e7\u00f5es poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.<br \/>\n92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo &#8220;Paz, paz!&#8221; sem que haja paz!<br \/>\n93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo &#8220;Cruz! Cruz!&#8221; sem que haja cruz![8]<br \/>\n94. Devem-se exortar os crist\u00e3os a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabe\u00e7a, atrav\u00e9s das penas, da morte e do inferno.<br \/>\n95. E que confiem entrar no c\u00e9u antes passando por muitas tribula\u00e7\u00f5es do que por meio da confian\u00e7a da paz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 31 de outubro \u00e9 comemorado por evang\u00e9licos de todo o mundo o dia da Reforma Protestante. O dia em que Martinho Lutero, em 1517, pregou publicamente as 95 teses, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanh\u00e3. As 95 teses, todas com embasamento, eram um protesto que desafiou os ensinamentos da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27140"}],"collection":[{"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27140\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portaldosilas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}