
Ela é gastrônoma, ele auxiliar de comunicação e DJ. De acordo com a Associação Vitória Down, serão os primeiros noivos com a síndrome a se casar no Espírito Santo, na cerimônia marcada para o próximo dia 22.
A história de amor que ultrapassa barreiras entre Maria Clara Maciel de Carvalho, 22 anos, e Felipe Ribeiro Lima, 25, ou “Felipão”, como gosta de ser chamado, começou em uma sessão de cinema, promovida pela Associação Vitória Down, em outubro de 2013.
Segundo a noiva Maria Clara, eles já haviam se encontrado quando ainda eram crianças, mas o relacionamento só surgiu depois da sessão. “Ele me pediu uma abraço e eu me senti atraída por ele”.
Depois eles passaram um tempo se conhecendo e em seguida iniciaram o namoro.
“Eu lembro de uma vez que um menino chegou perto dela e a pediu em namoro. Eu estava do outro lado, encostado na parede olhando tudo. Foi aí que falei, essa mulher vai ser minha”, diz o noivo orgulhoso.
Foram 4 anos e 11 meses de namoro até que o pedido fosse feito no ano passado, no dia da festa do aniversário de Maria Clara, 4 fevereiro, totalizando 5 anos de relacionamento.
Foram dois meses de preparação para um casamento clássico, a pedido da noiva. E para deixar tudo pronto para o tão esperado “sim”, os noivos contaram com o apoio incondicional das famílias, de algumas empresas que se disponibilizaram a ajudar e da cerimonialista Denise Tomasi. Ela fez questão de ouvir e atender todos os pedidos deles para que o casamento seja inesquecível, tanto na igreja quanto no cerimonial.
“A noiva me pediu muita luz de led, porque adora luzinhas. Já o Felipe, como é DJ, tenho certeza que vai adorar comandar a pista de dança”, contou Denise.
Para que os preparativos sejam feitos com perfeição, até o vestido de noiva de Maria Clara foi confeccionado exclusivamente para ela, para que não haja nenhum tipo de limitação na hora da festa. “Maria Clara me disse que quer dançar muito. É a primeira vez que faço um casamento assim. Quero ver ela entrando na igreja com o buquê!”, diz a cerimonialista.
A mãe da noiva, Mônica Aparecida de Carvalho, disse que nunca superprotegeu a filha. “Eles saem, vão para o barzinho, ao shopping, tudo sozinhos. Eu só vou levar e buscar. Os filhos precisam ter asas para voar e raízes para voltar.”
A Tribuna

