Polícia
Lulinha e Careca do INSS festejavam com uísque e mulheres em barco e mansão, diz revista
Alvo de investigação por suspeita de traficar influência no governo de seu pai presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, surgiu em evidências de intimidade com o principal operador do roubo bilionário a aposentados e pensionistas, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em farras com uísque e mulheres em barco e mansão de Brasília. É o que relatou uma reportagem da revista Veja, neste domingo (30), que cita como fonte a investigação da Polícia Federal sobre Lulinha.
Segundo a revista, a PF descobriu que, antes de Lulinha passar a viver na Espanha, o filho do presidente petista mantinha amizade próxima com Careca do INSS, em farras na mansão alugada pela empresária Roberta Luchsinger. E o filho de Lula chegava acompanhado de Careca, no mesmo carro, no imóvel no Lago Sul de Brasília, iindicando proximidade com o suspeito de tentar um contrato bilionário para produzir e fornecer medicamentos à base de canabidiol.
Entre as festas que Lulinha e Careca do INSS teriam participado, com uísque e a participação de muitas convidadas, em Brasília, a revista cita uma muito badalada, que aconteceu dentro de um barco, no Lago Paranoá.
QG de Lulinha
A mansão seria a mesma onde Lulinha se hospedava para reuniões com autoridades e empresários que prospectavam contratos com o governo. E A matéria da Veja traz relato de um funcionário da mansão sobre a frequência de Careca do INSS no imóvel, quando ainda era identificado como “Dr. Antônio”, antes do escândalo investigado na Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril de 2025. “Às vezes os dois [Lulinha e o Careca] chegavam no mesmo carro”, relatou à revista.
Um escritório mantido por Roberta na mansão também era usado para encontros privados entre a lobista e Careca do INSS, geralmente antes de Lulinha beber e conversar por horas com o operador preso acusado de descontos ilegais que roubou milhões de brasileiros.
Além de Careca, Lulinha recebia ministros como Alexandre Padilha, ex-titular da pasta de Relações Institucionais e atual da Saúde; Frederico de Siqueira, das Comunicações, e Wellington Dias, do Desenvolvimento Social. E ainda se reunia com assessores presidenciais enrolados por acusações de tráfico de influência com o filho de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, e Swedenberger Barbosa, o “Berger”.
A revista Veja publicou que a defesa de Lulinha negou ter participado de qualquer reunião na casa e afirmou que não frequentava a mansão com essas finalidades, mas de forma episódica e pontual. E os ministros e Berger afirmaram que não comentariam informações sobre atividades da esfera pessoal. E disse que Marcola não se manifestou.
Da Redação/Diário do Poder