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A alegria da ida ao altar ha 50 anos passados deixou de ser apenas um item na lembrança do casal Jurandir e Nadir – que rimam até no nome – e voltou como fato na noite desta quinta-feira, no templo da Assembleia de Deus do bairro Novo Tempo, onde o casal congrega, em Timóteo. Ali, com direito a tapete vermelho, flores, expectativas e troca de alianças, Jurandir e Nadir refizeram os votos de amor e fidelidade no ato da comemoração das bodas de ouro.
Por volta das 19h35, Jurandir, que é evangelista, chegava ao local, cercado de curiosos que o aguardavam para conferir a alegria que, certamente, ele esbanjaria naquela noite histórica, onde reviveria algo que mudou sua vida. Ele chega, é cumprimentado como se não congregasse naquela igreja. É logo recebido pelo cinegrafista contratado para eternizar os momentos seguintes. O profissional, um homem muito experiente, conduz o noivo a um local do templo e começa a interroga-lo a cerca do ato de 50 anos atrás. Jurandir responde a algumas perguntas que irão fazer parte da gravação. Emocionado, com desenvoltura de um noivo de primeira viagem, o evangelista, assim que terminou a breve entrevista, fica na área aguardando a noiva. Ele esfrega as mãos com direito a suar e ter os batimentos cardíacos alterados como é comum em ocasiões com esta. Mas a exposição do noivo não duraria por muito tempo.
Nadir chega. Com muito glamour, elegante, segurando um buquê de flores amarelas, em nada diferente do noivo em termos de expectativa e nervosismo, embora, neste quesito, com menor intensidade do que seu “pretendente”. O tempo de espera da noiva é bem menor, ou quase não existiu, se comparado ao do noivo.
Nadir é acompanhada de amigos e familiares, dentre eles a famosa nora Eliane Silva. A noiva segue logo para a porta do templo e da os braços ao noivo. Porém só entram após os filhos faze-lo. Terminado o percurso deles, o casal adentra o templo, ao som de Jota Ramalho, o convidado de Eliane Silva e Roberto para aquela noite de maravilha sem fim para um Jurandir e Nadir que iriam jurar amor novamente. Passos cadenciados e sorrisos distribuídos aos convidados, do tipo de cinco décadas atrás. Jurandir não é aquele homem sério que se vê muitas vezes naquela congregação. É um rapaz exuberante, cheio de graça sem ser Ave Maria. A noiva não muda muito seu estilo de sempre. Mais séria, mesmo assim não esconde a alegria de gerar tanta expectativa. Segue com o noivo até o altar, próximo ao qual toma assento em um lugar especial. Muito suor e luzes. A importância do ato de reviver o momento de um sonho embalado e realizado ha 50 anos, mais do que a gratidão a Deus por uma conquista cada dia mais difícil de ser real, é um monumento à fidelidade de um casal que rompeu barreiras e transpôs montes para chegar até ali. Ninguém deixou de reconhecer isto e era exatamente este detalhe os comentários que se ouvia na congregação antes da entrada dos noivos. Diversos fiéis ali presentes destacaram a raridade que é, atualmente, completar aquele montante de anos juntos na vida de um casal.
Após alguns louvores, inclusive do coral da igreja, o Pr. Juscelino Soares, por mais alguns dias responsável pela Assembleia de Deus do bairro Olaria, foi convidado para uma mensagem. Juscelino não fugiu à magia do momento e destacou a importância da comemoração para a sociedade e, em especial, para a igreja e famílias envolvidas. Segue mais louvores e a mensagem passa, então, para o pastor da igreja, José Raimundo. Com seus gestos comedidos, sua fala pausada e prudente, o líder detalha momentos da vida dos nubentes e realça, a exemplo de Juscelino, a importância da conquista celebrada por Jurandir e Nadir em uma congregação que foi surpreendida com o fato daqueles dois filhos propiciarem tanta beleza em uma noite de quinta-feira, data da semana dedicada aos cultos da congregação.
José Raimundo é sucinto, objetivo sem deixar de ser profundo. Fala da renovação dos votos pelo casal e traça, a exemplo do que ocorre em quase todas as cerimônias de casamento, o paralelo da composição das alianças com o significado da união conjugal. Enquanto isto, Jurandir e Nadir se portam como verdadeiros pombinhos, aqueles de primeira viagem, ou melhor, de primeiro voo. Recolocam as alianças, ai também com direito à liturgia de décadas passadas. Juram, novamente, amor e fidelidade um ao outro. Os dedos cedem ao capricho de receber o anel de ouro com trêmulos movimentos ao som do “prometo…”. Pronto. A cerimônia pode encerrar e encerra. Mas, antes, o que vai acontecer? Não tem ideia? Vai acontecer aquele famoso beijo. Mas, no caso deste noivo, o beijo que ele vai dar não é tão famoso quanto o que se tem visto até aqui. Jurandir vai transformar o beijo na amada como um dos mais famosos daquela igreja e, para supera-lo, vai ter que ter muita ousadia e amor, amor e muita ousadia. O suspense pelo do beijo se confirma e ele acontece. Um selinho, do tipo “é obrigado a dar”? Não, nada disto. Jurandir da um beijaço na sua noiva e a duração do gesto supera o tempo comum da sua ocorrência e se candidata a ir para o livro dos recordes da igreja, se é que ali tem um tipo Guinness Book of Records. Se tiver, certamente Jurandir deixou aquele templo mais famoso do que entrou.
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Os noivos se despedem, representam a estar indo embora, param e se viram para o celebrante para ouvirem a bênção do religioso. Vão para fora do templo, recebem abraços e retornam para a seção de capricho com o estômago. Nesta hora, entre abraços e beijos – não como o de Jurandir – o casal serve uma torta aos presentes, regada a refrigerante.
Acabou a festa e, quem sabe, Jurandir e Nadir já estão esperando os próximos 50 anos para mais um show de beleza, daquele que deram na noite desta quinta-feira, 11 de dezembro de 2014? Quanto ao beijo, Jurandir que explique e Nadir que conte!!!
Cantor Jota Ramalho, que completou ontem 9 meses de convertido