o último domingo (15), evangélicos foram alvo de escárnio durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro. Ao estrear no Grupo Especial do Carnaval, a escola homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e exibiu famílias representadas em latas de conserva com “Bíblias” nas mãos.
Com o tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o enredo apresentado na Marquês de Sapucaí exibiu alegorias e alas que retrataram momentos da trajetória política do petista.
Durante o desfile, uma ala retratou os evangélicos como “neoconservadores em conserva”. Os integrantes usavam fantasias de latas, com o desenho de uma família formada por pai, mãe e dois filhos. Alguns também seguravam um livro vermelho com uma cruz dourada na capa, em alusão à Bíblia.
Na mesma ala, também foram incluídos um fazendeiro ligado ao agronegócio, uma mulher rica e defensores da ditadura militar. A escola colocou todos esses grupos lado a lado na mesma alegoria, associando-os ao que
Lula se tornou o primeiro presidente no exercício do mandato a ser tema central de um desfile de escola de samba no Carnaval. Ele acompanhou a apresentação de perto, ao lado de ministros e aliados, em um camarote cedido pela Prefeitura do Rio.
Fundada em 2018, a Acadêmicos de Niterói foi alvo de diversas críticas nas redes sociais após a apresentação. O desfile fez parte da programação oficial do Carnaval do Rio e foi transmitido ao vivo para todo o país.
Após a polêmica, oposição vai à Justiça contra o desfile
Partidos e políticos de oposição ao presidente Lula reagiram ao desfile. O partido Novo entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do repasse de R$ 1 milhão à Acadêmicos de Niterói, valor destinado pela Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo).
Segundo o portal Poder 360, a área técnica do TCU se manifestou a favor de barrar os recursos. No entanto, a decisão final ficou com o relator do caso, ministro Aroldo Cedraz, que negou o pedido e manteve o repasse.
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Damares Alves e Kim Kataguiri — a senadora (Republicanos-DF) e o deputado federal (União Brasil-SP) também acionaram a Justiça contra o presidente por causa do enredo da escola. No entanto, as ações foram rejeitadas pela Justiça Federal.
Além disso, o partido Novo e o deputado Kim Kataguiri ingressaram com um pedido para proibir o desfile. A liminar foi negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte seguiu o voto da relatora do caso, ministra Estela Aranha, indicada por Lula ao cargo.
“A fé cristã foi exposta ao escárnio”
Nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira comentou o episódio e criticou o ataque aos cristãos:
“Calma, a esquerda não odeia a família conservadora, não. É tudo conspiração. Lembre-se disso na hora de votar este ano, evangélico. Observação: a Globo está colocando como “crítica”, mas, se fossem cristãos fazendo essa crítica contra qualquer outra religião, seria a terceira guerra mundial”.
Já Michele Bolsonaro, declarou: “A fé cristã foi exposta ao escárnio em nome da cultura travestida de politicagem. Dizem que o país é laico, mas laicidade não autoriza zombaria, nem humilhação. O que foi apresentado era conhecido, foi permitido e feriu milhões de brasileiros. Já imaginou se fosse ao contrário?”.
Por fim, Michele pediu que a Frente Parlamentar Evangélica se posicione publicamente e não se cale diante do ataque aos cristãos.
“Deus, na sua soberania, permite que cada um revele aquilo que carrega no coração. A verdade sempre vem à luz e, no tempo certo, separa o joio do trigo. Que a Frente Parlamentar Evangélica repudie esse escárnio”, concluiu.
Fonte: Guia Me